- O Anuário de Segurança de 2024 aponta que 18% dos furtos de celulares no Brasil ocorrem aos sábados, tornando este dia o mais crítico para esse tipo de crime.
- Os finais de semana concentram 34% dos registros de furtos, com maior incidência entre 10h e 20h.
- Apesar de uma queda de 13% nos registros, o total de furtos ultrapassa 917 mil casos.
- As cidades com mais furtos são São Luís (MA), Belém (PA) e São Paulo (SP), com taxas de 1.600, 1.452 e 1.425 furtos a cada 100 mil habitantes, respectivamente.
- A taxa de recuperação de celulares furtados é de apenas 8%, evidenciando a necessidade de melhorias nas investigações e no processamento dos casos.
Furtos de Celulares no Brasil
O Anuário de Segurança de 2024, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que 18% dos furtos de celulares ocorrem aos sábados, fazendo deste dia o mais crítico para esse tipo de crime. Os dados indicam que os finais de semana concentram 34% dos registros de furtos, com os horários de maior incidência entre 10h e 20h. Apesar de uma queda geral de 13% nos registros de roubos e furtos, o total ainda ultrapassa 917 mil casos.
Os furtos de celulares se distribuem de maneira uniforme entre homens e mulheres, com 50% de cada gênero entre as vítimas. A faixa etária mais afetada é de 20 a 39 anos, representando 46% dos casos. Em contraste, os roubos, que envolvem ameaça ou violência, ocorrem principalmente de segunda a sexta-feira, com 41% dos registros entre 18h e 23h. A maioria dos roubos acontece na rua, com 80% dos casos.
Cidades com Maior Incidência
As cidades com as maiores taxas de celulares furtados são São Luís (MA), com 1.600 aparelhos subtraídos a cada 100 mil habitantes; Belém (PA), com 1.452; e São Paulo (SP), com 1.425. A recuperação de celulares furtados permanece alarmantemente baixa, com apenas 8% dos aparelhos recuperados pelas autoridades.
O estudo também aponta que 12 estados e o DF possuem programas estaduais para recuperação de celulares, enquanto 8 estados não têm nenhuma iniciativa nesse sentido. A análise sugere que, embora a queda nos índices de furtos e roubos seja positiva, a baixa taxa de recuperação indica limitações nas investigações e no processamento dos casos pelo Poder Público. O Anuário enfatiza que essa questão deve ser uma prioridade nas agendas de segurança pública.
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