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Câmera da polícia estava sem bateria durante morte de morador de rua em SP

Policiais são presos por homicídio após abordagem a morador de rua em São Paulo; câmera do tenente estava descarregada e gravação contradiz versão oficial.

PM aponta fuzil para morador de rua que está com as mãos para trás (Foto: Reprodução/Inquérito policial)
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  • Um tenente da Polícia Militar, Alan Wallace, e um soldado, Danilo Gehrinh, foram presos por homicídio após a morte de Jeferson Souza, um morador de rua desarmado, em São Paulo.
  • O incidente ocorreu na noite de 13 de junho e gerou investigações sobre a ação policial.
  • A câmera corporal do tenente estava descarregada durante a abordagem, enquanto a gravação da câmera do soldado contradiz a versão dos policiais, mostrando que a vítima não ofereceu resistência.
  • O promotor Enzo de Almeida Carrara Boncompagni denunciou os policiais, afirmando que agiram por mero sadismo, pois a vítima já estava rendida quando foi baleada.
  • Os policiais foram presos em 22 de agosto, após o Tribunal de Justiça Militar declinar da competência, e são investigados também por fraude processual e falsidade ideológica.

Um tenente da Polícia Militar, Alan Wallace, e um soldado, Danilo Gehrinh, foram presos por homicídio após a morte de Jeferson Souza, um morador de rua desarmado, em São Paulo. O incidente ocorreu na noite de 13 de junho e gerou investigações sobre a ação policial.

Durante a abordagem, a câmera corporal do tenente estava descarregada, conforme relato dele aos investigadores. Em contraste, a gravação da câmera do soldado contradiz a versão dos policiais, mostrando que Souza não ofereceu resistência. A defesa do tenente argumenta que a ação foi em legítima defesa, enquanto a do soldado optou por não se manifestar, alegando falta de acesso completo aos autos.

A situação revela a dificuldade enfrentada por delegados e investigadores para acessar imagens de câmeras utilizadas por PMs, o que atrasa investigações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, após análise das imagens, um Inquérito Policial Militar foi instaurado e os policiais afastados de suas funções. A SSP não esclareceu se a câmera do tenente realmente estava inoperante.

O promotor Enzo de Almeida Carrara Boncompagni denunciou os policiais, afirmando que agiram por mero sadismo, demonstrando desprezo pela vida humana. Ele destacou que a vítima já estava rendida quando foi baleada. O caso gerou preocupações sobre a letalidade policial e a credibilidade do sistema de justiça criminal.

Os policiais foram presos no 22 de agosto, mais de um mês após o ocorrido, após o Tribunal de Justiça Militar declinar da competência, considerando que a Justiça comum deveria tratar o caso. Além do homicídio, eles são investigados por fraude processual e falsidade ideológica.

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