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Mais da metade das empresas brasileiras adotam medidas para aumentar a diversidade

Relatório revela que 51% das empresas brasileiras alteraram políticas de diversidade e inclusão em resposta a pressões sociopolíticas.

Parada do orgulho LGBT+, em 2024, na Av. Paulista, em São Paulo (Foto: Taba Benedicto/Estadão)
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  • Um relatório da TeamHub revela que cinquenta e um por cento das empresas brasileiras ajustaram suas políticas de diversidade e inclusão (DeI) devido a pressões sociopolíticas.
  • Quarenta e quatro por cento dos líderes entrevistados afirmam que o movimento “anti-woke” impacta suas estratégias de DeI.
  • As mudanças nas políticas têm sido sutis, com empresas substituindo termos como “diversidade e inclusão” por “talento e cultura”.
  • Embora oitenta e cinco por cento das lideranças reconheçam a importância da DeI para inovação, vinte e três por cento não a consideram prioridade.
  • Vinte e três por cento das empresas não possuem políticas formais de DeI, e no setor de saúde, apenas metade das organizações tem compromissos estruturados.

As políticas de diversidade e inclusão (DeI) no Brasil enfrentam desafios significativos, conforme aponta o relatório “DeI sob pressão: adaptar, resistir ou desistir?”, da plataforma TeamHub. Cinquenta e um por cento das empresas no país ajustaram suas políticas devido a pressões sociopolíticas, refletindo um cenário de instabilidade.

A pesquisa, realizada entre 10 e 28 de fevereiro de 2025, entrevistou 120 líderes de alta gestão. Quarenta e quatro por cento dos respondentes afirmaram que o movimento “anti-woke” impacta diretamente suas estratégias de DeI. Esse movimento, que ganhou força nos Estados Unidos após decisões da Suprema Corte em 2023, influencia a postura das empresas brasileiras.

Ajustes nas Políticas

Os ajustes nas políticas de DeI têm sido, em sua maioria, sutis. Muitas empresas trocaram termos como “diversidade e inclusão” por expressões mais neutras, como “talento e cultura”. Além disso, algumas substituíram metas afirmativas por discursos sobre meritocracia, sem compromissos claros de inclusão. Grazi Mendes, conselheira da TeamHub, destaca que essa mudança não é fruto de desconhecimento, mas de uma crise de governança.

Embora 85% das lideranças reconheçam a DeI como essencial para inovação, 23% não a consideram prioridade. Mendes alerta que a falta de discussão sobre riscos reputacionais é uma “negligência estratégica”. Em um ambiente de alta exposição pública, essa omissão pode levar a consequências graves, como perda de confiança e boicotes.

Cenário Atual

O Brasil possui uma legislação avançada em temas de equidade, mas a cultura corporativa ainda não reflete essa realidade. Vinte e três por cento das empresas não têm políticas formais de DeI, e no setor de saúde, apenas metade das organizações possui compromissos estruturados. Mendes enfatiza que é crucial avançar com profundidade e coragem institucional, pois a diversidade é uma alavanca para o futuro das empresas.

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