- A deputada federal Erika Hilton e a vereadora Amanda Paschoal protocolaram uma representação no Ministério Público de São Paulo contra o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi.
- O motivo é a compra de um drone, no valor de R$ 365 mil, sem licitação, que pode lançar gás lacrimogênio para dispersar bailes funks.
- As parlamentares pedem a suspensão do uso do drone até a conclusão da investigação sobre a legalidade da aquisição.
- Elas criticam a justificativa da prefeitura, que afirma que apenas uma empresa poderia fornecer o equipamento, e levantam preocupações sobre a transparência do processo.
- Hilton e Paschoal também alertam para a militarização das políticas de segurança pública e a criminalização de manifestações culturais da juventude negra e periférica, citando o massacre de Paraisópolis em 2019.
A deputada federal Erika Hilton e a vereadora Amanda Paschoal, ambas do PSOL, protocolaram uma representação no Ministério Público de São Paulo contra o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB). O motivo é a aquisição de um drone, sem licitação, que pode lançar gás lacrimogênio para dispersar bailes funks, conhecidos como ‘pancadões’. O equipamento custou R$ 365 mil e será utilizado pela Guarda Civil Municipal.
As parlamentares pedem a suspensão do uso do drone até que o MP conclua uma investigação sobre a legalidade da compra. Elas argumentam que a justificativa da prefeitura para a aquisição é frágil, uma vez que a gestão alegou que apenas a empresa Condor S/A Indústria Química poderia fornecer o equipamento. A falta de licitação levanta preocupações sobre a transparência e a legalidade do processo.
Preocupações com a Repressão
Hilton e Paschoal também expressam preocupações sobre a militarização das políticas de segurança pública e a criminalização de manifestações culturais da juventude negra e periférica. Elas citam o massacre de Paraisópolis, ocorrido em 2019, quando a repressão a um baile funk resultou na morte de nove jovens. As parlamentares afirmam que a abordagem do prefeito de Diadema reflete uma lógica de repressão sem diálogo, o que pode levar a consequências graves.
O processo destaca a necessidade de uma reflexão sobre o uso da força em eventos culturais e a importância de respeitar os direitos dos cidadãos. Hilton e Paschoal buscam não apenas a anulação da compra do drone, mas também a devolução do valor gasto aos cofres públicos, enfatizando a urgência de uma abordagem mais humanizada nas políticas de segurança.
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