- A Polícia Federal revelou uma minuta de golpe de Estado articulada durante o governo de Jair Bolsonaro.
- O documento incluía planos para a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes.
- Moraes reagiu com humor, questionando por que apenas ele foi mantido como alvo.
- O clima no Supremo é de estupefação diante das ameaças de sanções dos Estados Unidos, que incluem um tarifaço de 50% sobre exportadores.
- Outros ministros também estão sob risco de sanções, e a Corte demonstra uma união inédita em resposta à situação.
Investigações da Polícia Federal revelam minuta de golpe de Estado no governo Bolsonaro
As investigações da Polícia Federal trouxeram à tona uma minuta de golpe de Estado que estava sendo articulada durante o governo de Jair Bolsonaro. O documento previa a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, que reagiu com humor à revelação. Em tom de brincadeira, Moraes questionou: “o que eles fizeram para sair da lista?”, referindo-se ao fato de que apenas ele foi mantido como alvo após mudanças no plano.
O clima no STF, no entanto, é de estupefação diante das recentes ameaças de sanções dos Estados Unidos. O tribunal se uniu em resposta à situação, que inclui um possível tarifaço de 50% sobre exportadores a partir de agosto. A decisão do governo americano de revogar os vistos de oito dos 11 magistrados foi considerada um dano colateral, com um ministro afirmando que “é até melhor estar na lista de vistos anulados”.
Além de Moraes, outros ministros, como Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, também estão sob risco de sanções, conforme a chamada Lei Magnitsky. A articulação de Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, gerou críticas sobre a dificuldade do governo brasileiro em lidar com a situação. O ex-presidente do STF, Sepúlveda Pertence, já havia classificado o colegiado como “11 ilhas incomunicáveis”, mas atualmente a Corte demonstra uma união inédita, mesmo ciente da mira da Casa Branca sobre seus membros.
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