Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Centro de BH enfrenta desafios para se tornar uma nova ‘Times Square’ brasileira

Nova lei permite painéis de LED na Praça Sete, gerando debate sobre modernização e preservação do patrimônio histórico na região.

Praça Sete de Setembro, no Centro de Belo Horizonte (Foto: Reprodução/Google Street View)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte, passa por um debate sobre a nova lei que permite a instalação de painéis de LED em edifícios ao redor.
  • A lei, sancionada em março pelo prefeito Álvaro Damião, busca revitalizar a área, mas gera preocupações sobre a preservação do patrimônio histórico.
  • Críticos temem que a praça se torne semelhante à Times Square, enquanto defensores acreditam que os painéis podem atrair turistas e beneficiar o comércio local.
  • A regulamentação exige aprovação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) para qualquer proposta de instalação.
  • Até agora, a prefeitura recebeu três consultas sobre os painéis, mas nenhuma proposta formal foi apresentada.

A Praça Sete de Setembro, um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte, está no centro de um debate acalorado após a sanção de uma nova lei que permite a instalação de painéis de LED em edifícios ao redor do local. A medida, aprovada em março pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil), visa revitalizar a área, mas gera preocupações sobre a preservação do patrimônio histórico.

Os críticos da iniciativa temem que a Praça Sete se transforme em uma “Times Square” brasileira, com a proliferação de telas luminosas. Em contrapartida, defensores argumentam que os painéis podem atrair turistas e impulsionar o comércio local. A regulamentação, que entrou em vigor em junho, exige que qualquer proposta de instalação receba a aprovação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), devido à presença de edifícios tombados na região.

Até o momento, a prefeitura recebeu três consultas sobre a instalação dos painéis, mas nenhuma proposta formal foi protocolada. A gestão municipal afirma que o objetivo é criar um projeto que respeite as características históricas da praça, ao mesmo tempo em que moderniza o espaço público.

Críticas e Apoios

A presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais (CAU-MG), Cecília Fraga, critica a lei, afirmando que ela pode prejudicar a estética dos edifícios, especialmente os projetados por Oscar Niemeyer. Fraga destaca que a espessura dos painéis, que pode chegar a 1,70 m, compromete a fachada dos prédios.

Por outro lado, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, defende a lei como uma oportunidade de revitalização do comércio local. Ele sugere que a instalação dos painéis pode incentivar o funcionamento de restaurantes e lojas até mais tarde, aumentando a movimentação na área.

Os painéis de LED também terão a obrigação de veicular uma hora diária de conteúdo gratuito fornecido pela prefeitura, com inserções de até 30 segundos. Apesar das divergências, há um consenso sobre a necessidade de revitalizar o centro da cidade e atrair novos moradores, com propostas de modernização de edifícios antigos em andamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais