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Itamaraty condena 17 vezes os ataques de Israel em 2025

Itamaraty condena ações israelenses e se junta a acusação de genocídio na Corte Internacional de Justiça, intensificando sua postura no conflito.

Mulher palestina chora sentada nos escombros de sua casa, destruída no ataque israelense contra o campo de refugiados de Nuseirat (Foto: Eyad Baba/AFP)
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  • O Itamaraty expressou profunda indignação pelas violações de direitos humanos na Palestina.
  • O Brasil anunciou adesão ao processo de acusação de genocídio contra Israel na Corte Internacional de Justiça.
  • Desde o início de 2023, o Ministério das Relações Exteriores já emitiu 16 comunicados condenando bombardeios israelenses em Gaza e outras regiões.
  • O ministério também se manifestou sobre a situação de brasileiros retidos em Israel e a repatriação de cidadãos em Gaza.
  • Em junho, o Itamaraty repudiou a detenção de um ativista brasileiro e o assassinato de dois jovens funcionários da embaixada israelense em Washington.

O Itamaraty manifestou profunda indignação em relação às violações sistemáticas de direitos humanos na Palestina e anunciou sua adesão ao processo de acusação de genocídio contra Israel na Corte Internacional de Justiça. A nota foi divulgada na última quarta-feira e marca um posicionamento mais contundente do Brasil sobre a situação no Oriente Médio.

Desde o início de 2023, o Ministério das Relações Exteriores já havia emitido 16 comunicados condenando os bombardeios israelenses em Gaza, na Cisjordânia e em outros países da região, como Líbano e Irã. As declarações incluem termos como “deplora”, “expressa grave consternação” e “condena nos mais fortes termos”. Até agora, foram divulgadas 431 notas sobre diversos temas, com nove delas mencionando Israel sem uma condenação direta.

Situação dos Brasileiros em Israel

Além das condenações, o Itamaraty também se manifestou sobre a situação de brasileiros retidos em Israel durante os conflitos. Em três ocasiões, a pasta abordou a repatriação de cidadãos brasileiros que estavam em Gaza, enquanto outras duas notas, no início do ano, celebraram um acordo de cessar-fogo na região.

Em junho, o ministério se posicionou sobre a interceptação da embarcação “Flotilha da Liberdade” e a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila. O Itamaraty também repudiou, com veemência, o assassinato de dois jovens funcionários da embaixada israelense em Washington, demonstrando um envolvimento ativo nas questões que afetam tanto a política externa quanto a segurança dos brasileiros no exterior.

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