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Braga Netto pede troca de prisão por tornozeleira e caso chega a Gonet

Ministro do STF analisa pedido de revogação da prisão de Walter Braga Netto, acusado de obstruir investigações sobre ações golpistas.

Walter Braga Netto e Jair Bolsonaro. (Foto: Evaristo Sá/AFP)
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  • O general Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente, está preso por suspeitas de obstruir investigações sobre ações golpistas do governo Bolsonaro.
  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, enviou um pedido de revogação da prisão à Procuradoria-Geral da República, que terá cinco dias para se manifestar.
  • A defesa de Braga Netto solicitou a revogação da prisão preventiva, sugerindo medidas cautelares semelhantes às impostas a Bolsonaro.
  • Um relatório da Polícia Federal revelou que Braga Netto tentou acessar informações sobre a delação do tenente-coronel Mauro Cid, evidenciando um plano para desacreditar o sistema eleitoral.
  • As investigações indicam que ele teve um papel central na elaboração de estratégias para subverter a democracia, incluindo a criação de um grupo no WhatsApp para discutir ações relacionadas às eleições de 2022.

O general Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente, está preso sob suspeita de tentar obstruir investigações relacionadas a ações golpistas do governo Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, enviou um pedido de revogação da prisão de Braga Netto à Procuradoria-Geral da República, que terá cinco dias para se manifestar.

A defesa do general solicitou a revogação da prisão preventiva, propondo a imposição de medidas cautelares. Os advogados argumentam que a decisão do STF de aplicar restrições a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso às redes sociais, deve ser estendida a Braga Netto. Eles defendem que isso garante o princípio da isonomia entre os corréus da ação penal.

Em junho, um relatório da Polícia Federal complicou a situação do general, que está detido por supostamente tentar obter informações sobre a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O documento revelou que Braga Netto e outros membros de uma organização criminosa tentaram acessar o conteúdo da delação, evidenciando um plano para desacreditar o sistema eleitoral.

As investigações apontam que Braga Netto teve um papel central na elaboração de estratégias para subverter a democracia, incluindo a criação de um grupo no WhatsApp que discutia ações para influenciar a auditoria das Forças Armadas sobre as eleições de 2022. A Polícia Federal considera que as mensagens trocadas confirmam a intenção de estimular a resistência de apoiadores em frente a quartéis, criando um ambiente propício para um golpe de Estado.

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