- A França criticou o novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, classificado pelo primeiro-ministro François Bayrou como um “dia sombrio” e um ato de “submissão”.
- O pacto estabelece uma tarifa de 15% sobre as exportações europeias, com exceções para setores como aeronáutica e produtos alimentícios.
- Bayrou afirmou que a União Europeia se rendeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- O ministro francês delegado do Comércio Externo, Laurent Saint-Martin, pediu que o acordo não seja visto como o fim das negociações e que a Europa se fortaleça nas próximas discussões.
- Enquanto a França pede uma postura mais firme, outros líderes europeus, como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, consideram o acordo positivo, enquanto o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, o critica por ser pior que o anterior obtido pelo Reino Unido.
PARIS – A França manifestou descontentamento com o novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, classificado pelo primeiro-ministro François Bayrou como um “dia sombrio” e um ato de “submissão”. O pacto, anunciado no último domingo, estabelece uma tarifa de 15% sobre as exportações europeias, com exceções para setores como aeronáutica e produtos alimentícios.
Bayrou criticou a postura da UE, que, segundo ele, se rendeu ao presidente dos EUA, Donald Trump. O ministro francês delegado do Comércio Externo, Laurent Saint-Martin, também expressou preocupação, afirmando que o acordo não deve ser considerado o fim das negociações. Ele ressaltou que “não devemos dar nada por perdido” e que a Europa deve se fortalecer nas próximas discussões.
Reações Divergentes
Enquanto a França pede uma abordagem mais firme, outros líderes europeus adotaram posturas mais conciliatórias. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou o acordo “positivo”, ressaltando que uma escalada comercial poderia ter consequências devastadoras. Em contraste, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, criticou o acordo, afirmando que ele é “pior” do que o obtido pelo Reino Unido anteriormente.
O governo francês, que já havia solicitado uma postura mais assertiva da UE, vê o acordo como desequilibrado. O ministro de Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, pediu a ativação de um instrumento anti-coerção da UE, que permitiria retaliações não tarifárias. A pressão interna por uma resposta mais robusta continua a crescer, refletindo a divisão entre os membros da União Europeia sobre como lidar com as tarifas americanas.
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