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Policial militar solicita medida protetiva contra pai de aluno morto a tiros

Policiais militares pedem medida protetiva após tentativa de agressão do pai da vítima em audiência sobre morte de estudante.

O casal Julio Cesar Acosta Navarro e Silvia Mónica Cárdenas posa com o retrato do filho Marco Aurélio Cardenas Acosta (Foto: Karime Xavier - 23.jul.25/Folhapress)
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  • Os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado são réus pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, ocorrida em novembro do ano passado.
  • Os PMs solicitaram uma medida protetiva contra o pai da vítima, Julio Cesar Acosta Navarro, após um incidente durante uma audiência em que ele teria tentado agredi-los.
  • A defesa dos policiais argumenta que a integridade física de Macedo está em risco.
  • A advogada de Julio Cesar contestou o pedido, afirmando que não há urgência e que a solicitação parece uma tentativa de intimidação.
  • Os policiais continuam em serviço administrativo, apesar de serem acusados de homicídio doloso.

Os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, réus pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, em novembro do ano passado, solicitaram uma medida protetiva contra o pai da vítima, Julio Cesar Acosta Navarro, de 60 anos. O pedido foi feito na última sexta-feira (25) e ainda aguarda decisão judicial.

A defesa dos PMs argumenta que a medida é necessária após um incidente ocorrido durante uma audiência no dia 10 de outubro, quando Navarro teria ofendido e tentado agredir Macedo. O advogado dos policiais, João Carlos Campanini, alegou que a integridade física de Macedo estaria em risco. Durante a audiência, Navarro foi contido por policiais que faziam a escolta.

Macedo é acusado de ter disparado o tiro que matou Marco Aurélio dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, após uma perseguição que se iniciou quando o estudante deu um tapa no retrovisor da viatura. As imagens da ação foram capturadas pelas câmeras corporais dos policiais.

A defesa de Julio Cesar Acosta Navarro, representada pela advogada Nayara Uzoukwu, contestou o pedido de medida protetiva, afirmando que não há urgência e que a solicitação parece uma tentativa de intimidação. Ela destacou que os réus não podem ter contato com testemunhas e criticou a decisão da Justiça em permitir que os policiais respondam ao processo em liberdade.

Os advogados da família de Marco Aurélio expressaram preocupação com a situação, uma vez que os policiais continuam atuando na corporação, apesar de serem acusados de homicídio doloso. A juíza Luciana Menezes Scorza aceitou a denúncia, mas negou a prisão dos réus, decisão que foi mantida por desembargadores do Tribunal de Justiça. Atualmente, os PMs estão em serviço administrativo.

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