Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ciclo de exclusão após cárcere é abordado na exposição ‘A Boca que Tudo Come Tem Fome’

A peça "A Boca que Tudo Come Tem Fome" promove reflexão sobre a reinserção de egressos do sistema prisional brasileiro.

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A peça “A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do Cárcere às Ruas)” estreia no dia 3 de agosto, apresentada pela Companhia de Teatro Heliópolis.
  • O espetáculo aborda a reinserção social de egressos do sistema prisional brasileiro.
  • A encenação utiliza um espelho d’água como símbolo da luta por liberdade e dignidade.
  • Dirigida por Miguel Rocha, a peça traz a figura de Exu, orixá das encruzilhadas, representando escolhas importantes dos personagens.
  • As apresentações ocorrem no Sesc 14 Bis, em São Paulo, de quinta a domingo, com ingressos a partir de R$ 18,00.

A peça “A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do Cárcere às Ruas)”, da Companhia de Teatro Heliópolis, aborda a reinserção social de egressos do sistema prisional brasileiro. Com estreia marcada para o dia 3 de agosto, o espetáculo utiliza um espelho d’água como elemento cênico, simbolizando a luta por liberdade e dignidade.

No Brasil, o sistema prisional é marcado por superlotação, violência e racismo, resultando em exclusão social para aqueles que saem do cárcere. A obra apresenta seis personagens que enfrentam o peso do passado, refletindo sobre o que significa ser livre em uma sociedade que frequentemente os marginaliza. A peça questiona: o que é a liberdade quando a sociedade insiste em trancar as pessoas fora dela?

A encenação, dirigida por Miguel Rocha, traz à tona a figura de Exu, orixá das encruzilhadas, que representa as escolhas cruciais enfrentadas pelos personagens. Exu é descrito como o “destrancador de caminhos”, enfatizando que a prisão não define um destino, mas suas marcas permanecem. A cenografia, concebida por Telumi Hellen, utiliza a água como símbolo de sentimentos aprisionados que precisam ser liberados.

Impacto Social

O projeto “Do Cárcere às Ruas” visa provocar mudanças sociais, promovendo debates públicos que ampliam a discussão sobre a reinserção de egressos. A Companhia de Teatro Heliópolis busca transformar o palco em um espaço de reflexão, onde as experiências de quem passou pelo sistema prisional são compartilhadas.

A peça é um ato de resistência em um país que naturalizou o encarceramento em massa. Ao colocar o espectador diante de questões incômodas, a obra desafia a sociedade a refletir sobre seu papel na exclusão e marginalização de vidas. O teatro, assim, se torna uma ferramenta poderosa para desvelar realidades e promover diálogos necessários.

Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 18, e as apresentações ocorrem no Sesc 14 Bis, em São Paulo, de quinta a domingo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais