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Ex-garda é condenado por incitar estupro e recebe pena de prisão

Ex-garda irlandês é condenado a sete anos de prisão por incitar estupro e ameaçar colega e filhas com perfis falsos na internet.

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  • Shane Flanagan, ex-garda da An Garda Síochána, foi condenado a sete anos de prisão.
  • Ele incitou o estupro de uma colega policial e suas filhas, além de possuir imagens de abuso infantil.
  • Os crimes ocorreram entre novembro e dezembro de 2020, quando Flanagan incentivou dois homens a agredirem a mulher.
  • Durante a investigação, foram encontradas quase setecentas imagens da mulher, incluindo duzentas e dezenove alteradas digitalmente.
  • A juíza Eileen Creedon destacou a gravidade das ameaças e a traição calculada de Flanagan, que havia se demitido da polícia em março.

Um ex-garda irlandês, Shane Flanagan, foi condenado a sete anos de prisão por incitar o estupro de uma colega e suas filhas, além de possuir imagens de abuso infantil. Flanagan, que serviu na An Garda Síochána, criou perfis falsos online usando a identidade da amiga para ameaçá-las.

Os crimes ocorreram entre novembro e dezembro de 2020, quando Flanagan incentivou dois homens a agredirem a mulher. Ele também admitiu ter endereçado comunicações que colocavam em risco a segurança da mulher e de suas filhas adolescentes. Durante a investigação, foram encontrados quase 700 imagens da mulher, incluindo 219 que foram digitalmente alteradas para retratá-la em situações de abuso.

Detalhes do Caso

O tribunal, presidido pela juíza Eileen Creedon, destacou que as conversas online eram extremamente gráficas e perturbadoras. Flanagan enviou imagens do endereço da mulher e de sua rota de corrida, aumentando o nível de ameaça. A descoberta dos crimes ocorreu quando um dos homens contatou a verdadeira conta da mulher no Facebook para confirmar a suposta “consentimento”.

Flanagan, de 39 anos, havia se demitido da polícia em março, após os eventos. A juíza afirmou que ele demonstrou uma “desconsideração impressionante” pela segurança da mulher e de suas filhas, ressaltando que, como ex-policial, ele deveria estar mais ciente dos riscos envolvidos. O ato foi descrito como uma “traição calculada e predatória”, deixando marcas profundas nas vítimas.

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