- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a manutenção da prisão preventiva do general Walter Braga Netto, detido desde dezembro de 2022 por suposto envolvimento em um plano golpista.
- A defesa solicitou liberdade condicional, argumentando que Braga Netto deveria ter tratamento semelhante ao do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta medidas cautelares menos severas.
- Gonet destacou que as circunstâncias dos casos são diferentes e que a prisão preventiva é justificada por novas evidências que reforçam as acusações.
- Recentes depoimentos, incluindo o de um general que admitiu ter idealizado o plano conhecido como Punhal Verde e Amarelo, corroboram as alegações contra Braga Netto.
- A Polícia Federal identificou um grupo no WhatsApp, onde membros discutiam estratégias para desacreditar o sistema eleitoral, indicando o papel central do general na tentativa de subverter a democracia.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta terça-feira, 29, a favor da manutenção da prisão preventiva do general Walter Braga Netto, detido desde dezembro de 2022 por suposto envolvimento em um plano golpista. O pedido de liberdade condicional, feito pela defesa do militar, será analisado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A defesa argumenta que Braga Netto deveria receber tratamento semelhante ao do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta medidas cautelares menos severas. Gonet, no entanto, destacou que as circunstâncias dos casos são distintas, afirmando que “não se nota ofensa ao princípio da isonomia”. O procurador enfatizou que a prisão preventiva do general é justificada por novas evidências que reforçam as acusações.
Recentes depoimentos, incluindo o de um general que admitiu ter idealizado o plano conhecido como Punhal Verde e Amarelo, corroboram as alegações contra Braga Netto. Segundo a Polícia Federal, o general não apenas tinha conhecimento do plano, mas também o aprovou. A defesa nega as acusações.
Novas Evidências
O procurador citou um relatório da Polícia Federal que complicou a situação de Braga Netto, que tentou obter informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O documento revela que integrantes da organização criminosa, incluindo Braga Netto, tentaram acessar o conteúdo da delação.
Além disso, a PF identificou um grupo no WhatsApp, chamado “Eleicoes 2022@”, onde os membros discutiam estratégias para desacreditar o sistema eleitoral. As mensagens trocadas demonstram que o general teve um papel central na execução de ações para subverter a democracia.
A análise do pedido de liberdade condicional de Braga Netto por Alexandre de Moraes ocorre em um contexto de crescente pressão sobre os réus envolvidos na tentativa de golpe. O ex-ajudante de ordens Mauro Cid também apresentou suas alegações finais, e o prazo para que os demais réus se manifestem começa nesta quarta-feira, 30.
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