- Duannis León Taboada, preso político cubano, iniciou uma greve de fome em 18 de julho de 2023, em protesto contra as condições prisionais e em solidariedade a outros detentos.
- Ele cumpre uma pena de 14 anos por participar dos protestos de julho de 2021.
- A mãe de Duannis, Yenisey Taboada, busca informações sobre a saúde do filho e tenta convencê-lo a interromper a greve, preocupada com seu estado.
- A greve de fome de Duannis segue a morte de outro preso político, Yan Carlos González, que faleceu após mais de 40 dias em greve.
- Organizações de direitos humanos destacam as violações nas prisões cubanas e a necessidade de supervisão para evitar abusos.
Duannis León Taboada, um preso político cubano de 26 anos, iniciou uma greve de fome em 18 de julho de 2023, em protesto contra as condições prisionais e em solidariedade a outros detentos. Ele cumpre uma pena de 14 anos por sua participação nos protestos de julho de 2021. Sua mãe, Yenisey Taboada, tem lutado para obter informações sobre seu estado de saúde, enquanto enfrenta a angústia de não saber como seu filho está.
A greve de fome de Duannis ocorre após a morte de outro preso político, Yan Carlos González, que faleceu após mais de 40 dias em greve. Yenisey, que visita seu filho mensalmente, relatou que ele se recusa a comer a comida fornecida pelo presídio, optando apenas por alimentos que ela leva. A situação se agravou, e Duannis já não se alimenta adequadamente há cerca de dois anos e meio.
Em uma conversa recente, Duannis expressou que sua decisão de entrar em greve não é apenas por sua situação, mas por todos os presos políticos. Ele pediu desculpas à mãe por fazê-la sofrer e afirmou que busca “justiça e liberdade”. A mãe, desesperada, tenta convencê-lo a interromper a greve, temendo por sua saúde debilitada, agravada por problemas renais e pressão alta.
Yenisey Taboada relatou que, após uma tentativa frustrada de visitar o filho, os guardas a enganaram, levando-a a uma delegacia em vez de permitir o encontro. Ela aguarda ansiosamente a permissão das autoridades para ver Duannis e apelar para que ele abandone a greve. A mãe se prepara para o pior, mas mantém a esperança de que o amor maternal possa influenciar a decisão do filho.
A situação de Duannis é emblemática das violações de direitos humanos nas prisões cubanas, onde a falta de informações e a opacidade são comuns. Organizações de direitos humanos, como a Amnistia Internacional, destacam a necessidade de mecanismos de supervisão nas prisões, onde abusos frequentemente ocorrem sem punição. Yenisey teme que seu filho enfrente um futuro incerto ao sair da prisão, já que ele expressou medo da liberdade após anos de encarceramento.
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