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Sueli Carneiro destaca a luta contra a violência racial como agente de mudança no Brasil

Sueli Carneiro critica a Fundação Cultural Palmares e reafirma a luta pela cultura negra após receber o Prêmio Faz Diferença 2024.

Filósofa e ativista Sueli Carneiro foi tema de exposição no Instituto Itaú Cultural (Foto: Divulgação)
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  • Sueli Carneiro recebeu o Prêmio Faz Diferença 2024 na categoria “Diversidade”.
  • A premiação foi realizada pelo GLOBO e reconhece sua trajetória e a criação da Casa Sueli Carneiro, que contém mais de 4 mil documentos e publicações.
  • Carneiro, cofundadora do Geledés, é uma das pioneiras na discussão sobre a intersecção entre gênero, raça e classe no Brasil.
  • Ela criticou a atuação da Fundação Cultural Palmares sob o governo Bolsonaro e defendeu a reconstrução da instituição.
  • A ativista destacou o protagonismo das jovens negras e celebrou sua biografia, “Continuo preta”, e a exposição no Itaú Cultural, em São Paulo.

Sueli Carneiro, referência do feminismo negro no Brasil, foi homenageada com o Prêmio Faz Diferença 2024 na categoria “Diversidade”. A premiação, realizada pelo GLOBO, destaca sua trajetória e a criação da Casa Sueli Carneiro, que abriga mais de 4 mil documentos e suas publicações.

A filósofa e ativista, que completou 71 anos, é cofundadora do Geledés e uma das vozes pioneiras a abordar a intersecção entre gênero, raça e classe. Em sua obra, Carneiro enfatiza a importância de reconhecer e valorizar a cultura negra no Brasil. Em entrevista, ela refletiu sobre sua história e a necessidade de reconstruir a Fundação Cultural Palmares, que, segundo ela, foi desfigurada sob o governo Bolsonaro.

Carneiro afirmou: “Não importa o tempo que será necessário, faremos Palmares de novo.” A ativista destacou que a fundação, criada em 1988, é um símbolo das conquistas dos movimentos negros e feministas, que lutaram pela criminalização do racismo e pela promoção de ações afirmativas.

A filósofa também celebrou o protagonismo das jovens negras, considerando-o um dos aspectos mais positivos de sua trajetória. “São jovens negras dando continuidade às lutas de várias gerações,” disse. Sua biografia, “Continuo preta”, e a exposição no Itaú Cultural, em São Paulo, são marcos que celebram sua contribuição ao feminismo e à luta antirracista no Brasil.

Carneiro, que se inspira em figuras como Lélia Gonzalez, reafirma a importância do diálogo entre passado, presente e futuro nas manifestações culturais. A sua luta continua a inspirar novas gerações, reafirmando a necessidade de um Brasil mais justo e igualitário.

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