- Os BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ampliaram sua membresia para 11 países em julho de 2025, durante uma cúpula no Brasil.
- O encontro discutiu multilateralismo e financiamento climático, mas expôs contradições nas políticas internas sobre combustíveis fósseis.
- O Novo Banco de Desenvolvimento, que destina 60% de seus recursos a projetos sustentáveis, foi destacado na cúpula.
- Os BRICS+ representam mais de 40% da população mundial e 37% do PIB global, tornando-se uma força significativa no cenário internacional.
- Apesar do compromisso com a transição energética, países como Brasil, Rússia, China e Índia continuam a priorizar combustíveis fósseis, desafiando suas promessas de ação climática.
Os BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ampliou sua membresia para 11 países em 2025, durante uma cúpula realizada no Brasil. O encontro abordou temas como multilateralismo e financiamento climático, mas revelou contradições nas políticas internas dos membros sobre combustíveis fósseis.
A cúpula, realizada em julho, destacou a importância do Novo Banco de Desenvolvimento, que destina 60% de seus recursos a projetos sustentáveis. Os BRICS+ agora representam mais de 40% da população mundial e 37% do PIB global, tornando-se uma força significativa no cenário econômico e político internacional.
Entretanto, a declaração conjunta da cúpula evidenciou um dilema: enquanto os países reafirmam seu compromisso com a transição energética, muitos continuam a priorizar combustíveis fósseis. Brasil, Rússia, China e Índia estão entre os maiores produtores de petróleo e carvão, o que contrasta com suas promessas de ação climática.
O Brasil, que lidera a COP30, enfrenta críticas por expandir a exploração petrolífera na Amazônia, desafiando seus próprios compromissos de proteção ambiental. Por outro lado, a Rússia busca alcançar a neutralidade de carbono até 2060, mas mantém a expansão de suas exportações de combustíveis fósseis.
A situação atual dos BRICS reflete a urgência de uma voz regional forte na América Latina, que deve se posicionar ativamente neste novo cenário global. O bloco emergente, apesar de seu potencial, ainda enfrenta desafios para transformar suas promessas em ações concretas, especialmente em relação à crise climática.
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