- Cinco funcionários da UNICEF foram libertados após três semanas em cativeiro no Haiti.
- O sequestro ocorreu em 7 de julho, durante uma missão em Porto Príncipe, área dominada por gangues.
- Um sexto membro da equipe foi liberado um dia após a captura.
- A UNICEF não confirmou se houve pagamento de resgate.
- A situação de sequestros no Haiti tem se agravado, com quase 350 casos registrados nos primeiros seis meses de 2024.
Cinco funcionários da Unicef foram libertados na noite de segunda-feira, após três semanas em cativeiro no Haiti. O sequestro ocorreu em 7 de julho, durante uma missão em Porto Príncipe, área dominada por gangues armadas. Um sexto membro da equipe foi liberado um dia após a captura. A Unicef não confirmou se houve pagamento de resgate.
Nos últimos anos, o Haiti tem visto um aumento alarmante no número de sequestros, com gangues utilizando essa prática como uma das principais fontes de financiamento. Especialistas em segurança indicam que, em 2024, quase 350 pessoas foram sequestradas nos primeiros seis meses, superando o total de todo o ano anterior. Em 2023, foram documentados 1.494 casos, refletindo uma escalada da violência ligada ao crime organizado.
A situação se agravou desde 2018, quando as gangues expandiram seu domínio sobre a capital. Somente no primeiro semestre de 2023, cerca de 300 sequestros foram registrados, quase o triplo do número de 2021. Muitas das vítimas são mulheres e crianças, e menos de 10% dos sequestros são formalmente registrados, segundo o especialista em segurança Austin Holmes.
A prática de sequestros no Haiti levou a ações da Justiça dos Estados Unidos. Em março, promotores indiciaram Johnson Andre, líder da gangue 5 Segond, pelo sequestro de um cidadão americano. Em maio, Germine Joly, ex-líder da gangue 400 Mawozo, foi condenado por coordenar o sequestro de 16 missionários americanos em 2021.
Os cinco funcionários libertados da Unicef estão recebendo atendimento médico e apoio psicológico. A agência reafirmou que trabalhadores humanitários não devem ser alvos, destacando a importância de proteger o pessoal humanitário em conformidade com o Direito Internacional Humanitário.
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