- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou desacordo com o reconhecimento do Estado palestino por França, Reino Unido e Canadá.
- A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que essa decisão seria uma “recompensa” ao Hamas, dificultando um cessar-fogo e a libertação de reféns.
- Os líderes dos três países anunciaram a intenção de reconhecer a Palestina durante a Assembleia Geral da ONU em setembro.
- Trump alertou que a decisão do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, “dificultará muito” as negociações comerciais entre os EUA e o Canadá.
- Desde o início da ofensiva israelense em Gaza, após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, vários países reconheceram oficialmente a Palestina como Estado.
A Casa Branca manifestou, nesta quinta-feira, o desacordo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o reconhecimento do Estado palestino por França, Reino Unido e Canadá. Segundo a porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, essa decisão seria uma “recompensa” ao Hamas, que impede um cessar-fogo e a libertação de reféns.
Os líderes da França, do Reino Unido e do Canadá anunciaram a intenção de reconhecer a Palestina durante a Assembleia Geral da ONU em setembro. O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, foram os principais defensores dessa medida. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também indicou que tomará a mesma atitude se Israel não decretar um cessar-fogo em Gaza.
Trump criticou a posição dos três líderes e alertou que a decisão de Carney “dificultará muito” as negociações comerciais entre os EUA e o Canadá. Desde o início da ofensiva israelense em Gaza, após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, vários países, como Espanha, Irlanda e Noruega, reconheceram oficialmente a Palestina como Estado.
A Palestina já é reconhecida pela maioria dos países da América Latina, África e Ásia. Embora os EUA defendam a solução de dois Estados, um para Israel e outro para a Palestina, afirmam que o reconhecimento da Palestina deve ser resultado de negociações com Israel, e não uma decisão unilateral.
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