- Os Estados Unidos impuseram sanções à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e à Autoridade Palestina (AP), acusando-as de apoiar o terrorismo.
- O Departamento de Estado afirmou que as entidades glorificam a violência e tentam internacionalizar o conflito com Israel.
- As sanções proíbem a OLP e a AP de obter vistos americanos.
- O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, chegou a Israel para discutir um possível cessar-fogo e facilitar a entrada de ajuda humanitária em Gaza, onde a crise se agrava.
- O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, não aceitará um fim ao conflito enquanto o Hamas continuar no poder.
Os Estados Unidos sancionaram nesta quinta-feira, 31, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e a Autoridade Palestina (AP), acusando-as de apoiar o terrorismo. O Departamento de Estado afirmou que ambas glorificam a violência, especialmente em materiais educacionais, e tomaram medidas para internacionalizar o conflito com Israel. Com as sanções, a OLP e a AP estão proibidas de obter vistos americanos.
A decisão ocorre enquanto o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, chega a Israel para discutir um possível cessar-fogo. A visita visa destravar negociações e facilitar a entrada de ajuda humanitária em Gaza, onde a crise se agrava. Desde o início da guerra, pelo menos 156 pessoas morreram de fome ou desnutrição, incluindo 90 crianças.
As negociações entre Israel e o Hamas estão estagnadas, com impasses sobre a retirada militar israelense da Faixa de Gaza. Recentemente, Israel respondeu a uma proposta americana que previa uma trégua de 60 dias, troca de prisioneiros e liberação parcial de reféns. O Hamas mantém 59 reféns, com apenas 24 deles supostamente vivos.
A pressão sobre o Hamas aumenta, especialmente após o número de mortos palestinos ultrapassar 60 mil. Apesar dos apelos por um cessar-fogo, o governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, reafirma que não aceitará um fim ao conflito enquanto o grupo continuar no poder. Netanyahu, sob pressão de aliados de extrema-direita, insiste que o Hamas deve ser desarmado. O Hamas, por sua vez, rejeita essa exigência.
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