- O governo do Quênia enfrenta controvérsia sobre novas propostas da Autoridade Nacional de Combate ao Abuso de Álcool e Drogas (Nacada).
- As regras sugerem aumentar a idade mínima para consumo de álcool de 18 para 21 anos e proibir vendas em supermercados, restaurantes e transporte público.
- A indústria de bebidas alcoólicas critica as propostas, alertando para possíveis perdas de empregos e aumento do mercado ilegal.
- A Nacada afirma que as propostas são um rascunho e passarão por revisão antes de qualquer aplicação.
- Historicamente, o Quênia já tentou controlar o abuso de álcool, mas as medidas anteriores não tiveram sucesso.
O governo do Quênia está enfrentando uma forte controvérsia em relação às novas propostas da Autoridade Nacional de Combate ao Abuso de Álcool e Drogas (Nacada). As regras sugeridas incluem o aumento da idade mínima para consumo de álcool de 18 para 21 anos, além da proibição de vendas em supermercados, restaurantes e transporte público. As medidas visam combater o abuso de substâncias, especialmente entre os jovens.
As propostas, apresentadas na última quarta-feira, foram recebidas com críticas contundentes de diversos setores, incluindo a indústria de bebidas alcoólicas. Fabricantes e comerciantes alertam que a implementação das novas regras pode resultar em uma crise econômica, com possíveis perdas de empregos e um aumento no mercado ilegal de álcool. A Associação de Bebidas Alcoólicas do Quênia (Abak) classificou a proposta como “exclusiva” e “irrealista”, afirmando que não houve consulta aos fabricantes durante a elaboração do documento.
Em resposta à oposição, a Nacada esclareceu que o rascunho das novas regras é um “mapa” e não uma questão de aplicação imediata. A entidade ressaltou que qualquer proposta que necessite de respaldo legal passará por um rigoroso processo de revisão. A situação se torna ainda mais complexa, pois o advogado Donald Kipkorir alertou que a proibição da venda de álcool em locais públicos pode prejudicar o setor de hospitalidade, essencial para o turismo no país.
Historicamente, o Quênia já tentou controlar o abuso de álcool, mas os problemas persistem. Em 2023, o então vice-presidente Rigathi Gachagua sugeriu que apenas um bar por cidade fosse permitido em regiões severamente afetadas pelo consumo excessivo. No entanto, essa proposta também enfrentou resistência e acabou sendo abandonada.
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