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Tuta deixa presídio federal e pode ser transferido para São Paulo

Justiça decide hoje sobre a transferência de Tuta para a Penitenciária de Presidente Venceslau, após prazo em Brasília.

Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, foi levado para presídio federal em Brasília após prisão na Bolívia (Foto: Reprodução)
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  • Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, é um traficante foragido e líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • O prazo de sua permanência no presídio federal de Brasília termina neste sábado, 2 de setembro.
  • A Justiça deve decidir sobre sua transferência para a Penitenciária de Presidente Venceslau, em São Paulo.
  • A transferência conta com o apoio do Ministério Público e da Secretaria de Administração Penitenciária.
  • Tuta enfrenta mandados de prisão preventiva por associação criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto sua defesa alega irregularidades na prisão.

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, traficante foragido e apontado como um dos principais líderes do PCC, está prestes a ter seu futuro decidido. O prazo de sua permanência no presídio federal de Brasília termina neste sábado, 2 de setembro. A Justiça deve decidir se ele será transferido para a Penitenciária de Presidente Venceslau, em São Paulo.

A transferência é apoiada pela Secretaria de Administração Penitenciária e pelo Ministério Público paulista. Tuta foi preso na Bolívia em maio e levado para Brasília devido à sua relevância na organização criminosa e ao risco de fuga. A decisão de mantê-lo na capital foi uma medida emergencial, já que sua chegada coincidiu com o dia de visitas na unidade de Presidente Venceslau.

A defesa de Tuta argumenta que sua prisão é inválida, alegando a falta de audiência de custódia e exame de corpo de delito, o que violaria direitos constitucionais. Os advogados pedem sua transferência imediata para uma unidade estadual, ressaltando que ele não possui condenação com trânsito em julgado e tem mantido bom comportamento desde 2014.

Tuta enfrenta dois mandados de prisão preventiva por associação criminosa e lavagem de dinheiro. O Ministério Público, em manifestação, defendeu a transferência, afirmando que a ausência de audiência de custódia não configura nulidade, desde que respeitadas as garantias processuais. A Justiça agora deve decidir sobre o destino do traficante, que se tornou uma figura central na logística do tráfico de drogas após a transferência de Marcola para o sistema penitenciário federal em 2019.

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