- Israel Vallarta foi absolvido após quase 20 anos de prisão e deixou o penal do Altiplano.
- A juíza Mariana Vieyra Valdez destacou a falta de provas contra ele em relação a sequestro e delinquência organizada.
- Vallarta sempre alegou inocência e foi detido em 2005, junto com a francesa Florence Cassez, em um caso que gerou conflito diplomático entre México e França.
- A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que Vallarta pode buscar reparação pelo injusto encarceramento, responsabilizando o governo do ex-presidente Felipe Calderón.
- O caso de Vallarta é um símbolo das falhas do sistema judiciário mexicano e da corrupção policial.
Após quase 20 anos de prisão, Israel Vallarta foi absolvido e deixou o penal do Altiplano nesta sexta-feira. A decisão foi proferida pela juíza Mariana Vieyra Valdez, que destacou a falta de provas que comprovassem sua responsabilidade em crimes como sequestro e delinquência organizada.
Vallarta, detido em 2005 junto à francesa Florence Cassez, sempre alegou inocência. A detenção deles gerou um intenso conflito diplomático entre México e França, culminando na libertação de Cassez, mas Vallarta permaneceu encarcerado. Ele foi vítima de tortura e seu caso se tornou um símbolo das falhas do sistema judiciário mexicano.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, declarou que Vallarta tem o direito de buscar reparação pelo injusto encarceramento. Em suas palavras, o governo do ex-presidente Felipe Calderón é responsável por este episódio, que envolveu um montagem policial para justificar a prisão de Vallarta e Cassez.
A Defensoria Pública havia solicitado a revisão da prisão de Vallarta, alegando deterioração de sua saúde. Além disso, o Comitê contra a Tortura da ONU havia concedido medidas provisórias em seu favor. A luta de Vallarta por justiça foi apoiada por sua família e sua nova companheira, que enfrentaram diversos obstáculos legais ao longo dos anos.
O caso de Vallarta é emblemático, refletindo a corrupção policial e a ineficiência do sistema judiciário no México. Com sua saída, espera-se que sua história inspire mudanças e uma reflexão mais profunda sobre a justiça no país.
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