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Gilmar Mendes enfrenta pressão de bolsonaristas antes de sanção contra Moraes

Gilmar Mendes alerta sobre sanções do governo Trump e reafirma que STF não recuará em suas decisões, mesmo diante de tensões com bolsonaristas

Jair Bolsonaro e Gilmar Mendes (Foto: Montagem O GLOBO)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, se reuniu com líderes bolsonaristas em Brasília para discutir a Lei Magnitsky.
  • O encontro ocorreu na casa do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e foi considerado negativo pelos participantes.
  • Gilmar questionou sobre possíveis sanções do governo Donald Trump contra membros da Corte, que inicialmente afetariam apenas o ministro Alexandre de Moraes.
  • Os bolsonaristas alertaram que as sanções poderiam aumentar se o STF não revisasse suas decisões, especialmente em relação aos réus do 8 de janeiro.
  • Apesar da tensão, Gilmar e os líderes do PL prometeram manter o diálogo, mas não houve avanços significativos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, se reuniu com líderes bolsonaristas em Brasília para discutir a aplicação da Lei Magnitsky, que já afetou o ministro Alexandre de Moraes. O encontro, realizado no início da semana, foi considerado “muito ruim” pelos participantes e ocorreu na casa do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Durante a conversa, Gilmar questionou os líderes sobre as sanções que o governo Donald Trump poderia aplicar contra membros da Corte. Os bolsonaristas informaram que as sanções seriam anunciadas em breve, inicialmente direcionadas apenas a Moraes, mas não descartaram a possibilidade de atingir outros ministros. Gilmar, por sua vez, afirmou que, se isso ocorresse, o STF poderia impedir os bancos brasileiros de bloquear contas dos afetados.

Tensão e Diálogo

Os bolsonaristas também alertaram que as sanções poderiam “escalar” caso o STF não revisse suas decisões, especialmente em relação aos processos dos réus do 8 de janeiro. Gilmar Mendes reiterou que não haveria recuo por parte do Supremo e que a crise só poderia ser resolvida se os bolsonaristas “desfizessem a grande confusão” que geraram ao acionar o governo dos EUA contra o Brasil.

Apesar do clima tenso, Gilmar e os líderes do PL prometeram manter o diálogo. No dia seguinte, Fábio Wajngarten, assessor de Jair Bolsonaro, tentou atuar como intermediário para reduzir as tensões, mas não obteve sucesso. O mal-estar resultante do encontro indica que a relação entre o bolsonarismo e o STF continuará conturbada, com novos desdobramentos à vista.

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