- O Supremo Tribunal Federal (STF) fará uma sessão extraordinária nesta sexta-feira, 1º, para desagravar o ministro Alexandre de Moraes em resposta às sanções dos Estados Unidos.
- As sanções, baseadas na Lei Magnitsky, incluem bloqueio de bens e proibição de entrada nos EUA para Moraes e outros sete ministros.
- A sessão começará às 10h e contará com discursos de apoio de ministros e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- Na noite anterior, ministros do STF se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir estratégias jurídicas contra as sanções.
- O STF continua avançando em processos relacionados à tentativa de golpe, com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro previsto para setembro.
BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará uma sessão extraordinária nesta sexta-feira, 1º, para desagravar o ministro Alexandre de Moraes em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos. O evento, que começa às 10h, contará com discursos de apoio de diversos ministros e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
As sanções, baseadas na Lei Magnitsky, incluem o bloqueio de bens de Moraes e a proibição de entrada nos EUA para ele e outros sete ministros da Corte. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, abrirá a sessão, seguido por manifestações de apoio de colegas como Gilmar Mendes e Flávio Dino. A expectativa é que outros ministros também se pronunciem em defesa do tribunal.
Reunião com Lula
Na noite anterior, ministros do STF se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada para discutir estratégias jurídicas em resposta às sanções. A Advocacia-Geral da União (AGU) deverá liderar as ações contra as medidas dos EUA. Lula já havia se encontrado com Barroso, Mendes e Cristiano Zanin para abordar as pressões do ex-presidente Donald Trump sobre o Judiciário brasileiro.
Apesar das tensões, o STF mantém um ritmo acelerado nas tramitações de processos relacionados à tentativa de golpe. Durante o recesso de julho, foram realizados interrogatórios de réus e testemunhas. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro está previsto para setembro, com a expectativa de que a Corte avance em suas deliberações.
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