- O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou, em sessão de desagravo, que as punições a golpistas e coatores serão rigorosas.
- Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes afirmaram que todos os acusados de tentativas de golpe de Estado e coação ao tribunal serão julgados ainda neste semestre.
- Moraes e Mendes criticaram o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo, que tentam articular sanções contra os ministros do STF.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, expressaram apoio a Moraes durante a sessão.
- Apesar do apoio, a maioria dos ministros optou pelo silêncio, priorizando a unidade institucional do STF, mesmo com divisões internas sobre as investigações.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou, em sessão de desagravo nesta sexta-feira, 1º, que as punições a golpistas e coatores serão rigorosas. Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes destacaram que todos os acusados de tentativas de golpe de Estado e de coação ao tribunal serão julgados ainda neste semestre.
Durante a sessão, Moraes e Mendes criticaram a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do blogueiro Paulo Figueiredo, que, segundo eles, tentam articular sanções contra os ministros do STF com apoio do governo dos EUA. Moraes afirmou que “pseudo-patriotas” terão resposta à altura do Judiciário, enfatizando que a intimidação não afetará as investigações em curso.
Luís Roberto Barroso, primeiro a discursar, defendeu a integridade do tribunal, assegurando que os réus serão julgados com base em provas concretas, sem interferências externas. Mendes, por sua vez, chamou Bolsonaro de “covarde” e reiterou que o STF não se submeterá a intimidações.
Apoio e Silêncio no Plenário
Após as manifestações, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, também expressaram apoio a Moraes. A sessão, que durou mais de uma hora, não permitiu que outros processos pautados fossem julgados. Apesar do apoio de alguns ministros, a maioria optou pelo silêncio durante a sessão, mesmo após um jantar no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde a unidade da Corte foi reforçada.
Nos bastidores, há divisões entre os ministros sobre a condução das investigações por Moraes. Contudo, a maioria evita críticas públicas, priorizando a unidade institucional do STF.
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