- O Congresso de El Salvador aprovou uma reforma constitucional que permite a reeleição indefinida do presidente Nayib Bukele.
- A reforma amplia o mandato presidencial de cinco para seis anos e elimina o segundo turno eleitoral.
- Bukele defendeu a medida, afirmando que as críticas são preconceituosas em relação a países pequenos e pobres.
- Organizações de direitos humanos, como Anistia Internacional e Human Rights Watch, condenaram a reforma, considerando-a uma ameaça à democracia.
- A aprovação ocorreu em um contexto de repressão a críticos do governo e sem debate prévio no Congresso.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, defendeu a recente aprovação de uma reforma constitucional que permite a reeleição indefinida, afirmando que as críticas são motivadas por preconceitos em relação a países pequenos e pobres. A reforma, aprovada na quinta-feira pelo Congresso controlado por seu partido, amplia o mandato presidencial de cinco para seis anos e elimina o segundo turno eleitoral.
Bukele, que já foi reeleito em 2024 com 85% dos votos, utilizou suas redes sociais para argumentar que 90% dos países desenvolvidos permitem a reeleição indefinida. Ele ironizou a reação internacional, sugerindo que a crítica se deve ao fato de El Salvador tentar seguir o mesmo caminho de nações mais ricas. O presidente afirmou que a oposição usa tecnicalidades para justificar a resistência à mudança.
Críticas de Organizações de Direitos Humanos
A reforma gerou forte condenação de organizações como Anistia Internacional e Human Rights Watch, que a consideraram um “golpe mortal” à democracia. Essas entidades alertam que a medida representa uma manipulação da Constituição para favorecer as ambições de poder de Bukele. A aprovação ocorreu em um contexto de crescente repressão a críticos do governo, resultando na saída de jornalistas e defensores dos direitos humanos do país.
Bukele, que tem uma popularidade elevada devido à sua dura política de combate às gangues, enfrenta críticas por suas medidas de segurança, que incluem detenções em massa sem ordem judicial. A reforma constitucional foi aprovada rapidamente, sem debate prévio, refletindo um padrão de centralização de poder que Bukele tem implementado desde que assumiu a presidência em 2019.
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