- Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar na noite de segunda-feira, em meio a investigações sobre uma suposta trama golpista.
- A medida impôs restrições severas à comunicação e circulação do ex-presidente, além de aumentar a segurança no condomínio Solar de Brasília.
- A Polícia Federal isolou a rua onde Bolsonaro reside e convocou ao menos 30 seguranças para reforçar a proteção.
- Moradores realizaram protestos, incluindo um músico que tocou marcha fúnebre em frente ao condomínio.
- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alertou que qualquer violação das restrições resultará em prisão preventiva para Bolsonaro.
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi decretada na noite desta segunda-feira, alterando a rotina do condomínio Solar de Brasília. A medida, que surge em meio a investigações sobre uma suposta trama golpista, impôs restrições severas à comunicação e circulação de Bolsonaro, além de aumentar a segurança no local.
Após a chegada da Polícia Federal, ao menos 30 seguranças foram convocados para reforçar a proteção do ex-mandatário. A rua onde ele reside foi isolada, e moradores passaram a ser revistados ao entrar no condomínio. A equipe de segurança tem como objetivo evitar conflitos, como os ocorridos no mês passado, quando Bolsonaro foi alvo de medidas restritivas e passou a usar tornozeleira eletrônica.
Protestos de moradores marcaram a noite, com alguns veículos tocando músicas que criticam o ex-presidente. Um músico, conhecido como TromPTista, tocou a marcha fúnebre em frente ao condomínio, enquanto apenas advogados de Bolsonaro permaneciam em sua residência. O ex-presidente teve seu celular apreendido e está proibido de usar aparelhos de terceiros, além de manter contato com outros investigados e autoridades estrangeiras.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, destacou que Bolsonaro desrespeitou as restrições ao participar de uma manifestação em Copacabana, onde fez declarações que poderiam ser interpretadas como tentativas de coação ao STF. Moraes enfatizou que qualquer violação das medidas resultará em prisão preventiva para o ex-presidente. As visitas ao ex-mandatário estão restritas a advogados e autorizados pelo STF, com proibição de uso de celulares e gravações.
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