- A Justiça de São Paulo autorizou a transferência de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, para a penitenciária de Presidente Venceslau.
- A decisão foi tomada após quase três meses de sua permanência no presídio federal de Brasília, onde estava por questões de segurança.
- Tuta é apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi preso na Bolívia em maio por uso de documento falso.
- Ele possui mandados de prisão por associação criminosa e lavagem de dinheiro, e foi condenado a mais de 12 anos de prisão em 2022.
- A defesa de Tuta argumenta que sua prisão foi irregular e pediu a anulação da mesma, destacando seu bom comportamento desde 2014.
A Justiça de São Paulo autorizou a transferência de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, para a penitenciária de Presidente Venceslau, após quase três meses no presídio federal de Brasília. Tuta, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi preso na Bolívia em maio por uso de documento falso e possui mandados de prisão por associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A decisão do juízo do Deecrim (Departamento Estadual de Execução Criminal), datada de 31 de outubro, afirma que não há objeções à transferência do preso para uma unidade de segurança máxima. A Secretaria da Administração Penitenciária e o Ministério Público paulista já haviam se manifestado favoravelmente à mudança. Tuta estava no presídio federal por questões de segurança, devido à sua relevância dentro da organização criminosa.
Tuta foi considerado um dos principais líderes do PCC fora dos presídios, especialmente após a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o sistema penitenciário federal em 2019. Ele foi condenado a mais de 12 anos de prisão em 2022, com base em investigações da Operação Sharks, que revelou sua atuação na logística do tráfico de drogas.
A defesa de Tuta argumentou que sua prisão foi irregular, alegando a falta de audiência de custódia e a ausência de exame de corpo de delito. Os advogados pediram a anulação da prisão e a transferência imediata para uma unidade estadual, destacando que ele não possui condenação com trânsito em julgado e tem mantido bom comportamento desde 2014.
Tuta foi detido na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, ao tentar renovar seu registro de estrangeiro. Sua prisão ocorreu em um contexto de investigações que o ligaram à alta cúpula do PCC, onde ele se destacou como um dos principais líderes da facção.
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