- O Reino Unido e a França implementaram o esquema “um dentro, um fora” para controlar a imigração ilegal pelo Canal da Mancha.
- O acordo permite a detenção e devolução de migrantes ilegais à França, enquanto o Reino Unido aceitará um número igual de solicitantes de asilo.
- As detenções devem começar em breve, com retornos previstos nas próximas semanas, podendo chegar a cinquenta pessoas por semana.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o acordo é resultado de meses de diplomacia e trará resultados.
- O governo britânico anunciou um investimento de £100 milhões para combater o tráfico de pessoas, enquanto ONGs pedem rotas seguras para os migrantes.
O novo esquema “um dentro, um fora” entre o Reino Unido e a França foi implementado para controlar a imigração ilegal pelo Canal da Mancha. O acordo, anunciado em julho, permite a detenção e devolução de migrantes ilegais à França, enquanto o Reino Unido aceitará um número igual de solicitantes de asilo.
As detenções de migrantes ilegais devem começar em breve, com o governo britânico afirmando que retornos podem ocorrer nas próximas semanas. O plano prevê que um migrante que tente cruzar o Canal possa ser enviado de volta à França se seu pedido de asilo for considerado inadmissível. O governo não divulgou números exatos, mas estima-se que até 50 pessoas possam ser devolvidas semanalmente.
O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, destacou que o acordo é resultado de “meses de diplomacia madura” e que trará “resultados reais”. No entanto, a oposição conservadora criticou a eficácia do plano, afirmando que ele não fará diferença significativa na redução do número de imigrantes.
A pressão sobre o governo britânico aumentou, com mais de 25 mil pessoas cruzando o Canal em pequenas embarcações até julho de 2025, um aumento de 49% em relação ao ano anterior. A secretária do Interior, Yvette Cooper, considerou o acordo “inovador” e um passo importante para desmantelar as redes de tráfico de pessoas.
Além disso, o governo anunciou um investimento de £100 milhões para financiar 300 agentes da National Crime Agency, com o objetivo de combater os contrabandistas. A crítica de ONGs, como a Asylum Matters, ressalta que a única maneira de evitar essas travessias perigosas é oferecer rotas seguras para quem busca refúgio.
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