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Ucrânia processa seis por fraude em contrato de drones com preços inflacionados

Seis pessoas são indiciadas por superfaturamento na compra de drones na Ucrânia, enquanto o governo reafirma compromisso com reformas anticorrupção

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. 28/09/2023 (Foto: Yan Dobronosov/Global Images Ukraine/Getty Images)
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  • Seis pessoas, incluindo um parlamentar e um ex-chefe militar, foram indiciadas na Ucrânia por superfaturamento na compra de drones.
  • O esquema envolveu um contrato de US$ 240 mil, com um superfaturamento de US$ 80 mil e propinas de 30% do valor total.
  • O parlamentar, cuja identidade não foi divulgada, foi condenado a dois meses de prisão, aguardando pagamento de fiança superior a R$ 1 milhão.
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, elogiou as agências anticorrupção após a revogação de um projeto de lei que enfraquecia seus poderes.
  • A revogação da lei foi uma resposta a protestos populares e demonstra o compromisso do governo com reformas e combate à corrupção.

A Ucrânia indiciou seis pessoas por envolvimento em um esquema de superfaturamento na compra de drones, incluindo um parlamentar e um ex-chefe militar. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 4, pelo Escritório Nacional Anticorrupção e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção.

O esquema, que veio à tona no último sábado, 2, envolveu um contrato de US$ 240 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) para sistemas militares, com um superfaturamento de US$ 80 mil. Os acusados, entre eles um comandante da Guarda Nacional e dois empresários, teriam recebido uma propina de 30% do valor total do contrato. O parlamentar, cuja identidade não foi revelada, foi condenado a dois meses de prisão, mas aguarda o pagamento de uma fiança superior a R$ 1 milhão.

Mudança de Postura do Governo

A ação das agências anticorrupção ocorre em um contexto de crescente descontentamento popular. O presidente Volodymyr Zelensky elogiou o trabalho das agências após a anulação de um projeto de lei que enfraquecia seus poderes. A proposta, aprovada pelo Parlamento, foi revogada na quinta-feira, 31, após protestos massivos.

A nova legislação, que retirava a independência do Escritório Nacional Anticorrupção, gerou reações negativas entre a população, especialmente entre os jovens. A votação que derrubou o projeto foi acompanhada por aplausos em um parque próximo ao Parlamento, marcando uma mobilização significativa contra a corrupção.

Compromisso com Reformas

O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, destacou que a revogação da lei demonstra um compromisso da Ucrânia com reformas e com o combate à corrupção, essenciais para o avanço do país rumo à União Europeia e à OTAN. O cenário atual reflete uma luta contínua contra a corrupção, que tem sido um dos principais desafios enfrentados pelo governo ucraniano.

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