- María Alejandra Díaz, ex-militante do chavismo, se refugiou na embaixada da Colômbia em Caracas em janeiro de 2025.
- Ela recebeu asilo verbalmente do embaixador Milton Rengifo, mas não obteve o salvoconducto para deixar o país.
- Díaz se distanciou do governo de Nicolás Maduro após as eleições presidenciais de julho de 2024, que foram contestadas.
- O governo venezuelano alega que não há perseguição contra ela, enquanto a Relatora Especial da ONU, Margaret Satterthwaite, questionou essa afirmação.
- A ex-militante pediu apoio ao presidente Gustavo Petro e solicitou que seu caso seja tratado conforme os acordos internacionais.
María Alejandra Díaz, ex-militante do chavismo, se refugiou na embaixada da Colômbia em Caracas em janeiro de 2025, após meses de perseguição pelo governo de Nicolás Maduro. A advogada denunciou que, apesar de ter recebido asilo verbalmente do embaixador Milton Rengifo, ainda não obteve o salvoconducto necessário para deixar o país.
Díaz, que foi membro da Assembleia Constituinte convocada por Maduro, se distanciou do governo e passou a criticar a administração após as eleições presidenciais de julho de 2024, que foram amplamente contestadas. Em sua mensagem, a ex-militante relatou que, em 11 de janeiro, se apresentou na embaixada colombiana, buscando proteção diante do assédio das forças de segurança venezuelanas.
Desde então, a advogada cumpriu com as condições de resguardo, evitando se manifestar sobre a política interna, conforme solicitado pelo embaixador. No entanto, sua situação se complicou quando o governo venezuelano se recusou a conceder o salvoconducto, alegando que não havia perseguição contra ela. A Relatora Especial da ONU, Margaret Satterthwaite, questionou o governo sobre o caso de Díaz, que enfrenta um padrão de intimidação.
A ex-militante também destacou que, apesar das tentativas de diálogo com a embaixada, suas propostas para garantir segurança ao sair da residência diplomática foram rejeitadas. A situação de Díaz pode impactar as relações entre Colômbia e Venezuela, especialmente considerando o histórico de asilos políticos na região. Ela agradeceu ao presidente Gustavo Petro pelo apoio e pediu que seu caso seja tratado conforme os acordos internacionais vigentes.
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