- O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou uma nova consulta popular para dezembro de 2024.
- A consulta terá sete perguntas, incluindo a instalação de bases militares estrangeiras e o impeachment de juízes do Tribunal Constitucional.
- Noboa busca apoio popular para suas reformas em meio a um aumento de violência, com 4.557 assassinatos registrados no primeiro semestre de 2024.
- Outras questões na consulta incluem a eliminação do financiamento estatal para organizações políticas e a redução do número de congressistas de 151.
- A proposta precisa ser validada pela Corte Constitucional, que já suspendeu artigos de leis enviadas por Noboa.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou uma nova consulta popular para dezembro de 2024, com sete perguntas que abordam temas polêmicos, como a instalação de bases militares estrangeiras e a possibilidade de impeachment de juízes do Tribunal Constitucional. Esta será a segunda consulta organizada por Noboa desde que assumiu o cargo em novembro de 2023, em meio a uma crescente onda de violência no país.
A proposta de Noboa inclui a instalação de bases militares estrangeiras para combater o crime organizado, uma medida que já foi aprovada pela Assembleia Nacional, mas que precisa ser ratificada em referendo. O presidente destacou que as perguntas visam dar aos cidadãos a oportunidade de escolher um futuro de paz e desenvolvimento.
Além disso, a consulta questionará os equatorianos sobre a eliminação da obrigação do Estado de financiar organizações políticas e a extinção do conselho responsável pela nomeação de autoridades de controle. Noboa também propõe a redução do número de congressistas, atualmente em 151, e a autorização para impeachment de juízes do Tribunal Constitucional, com quem tem enfrentado conflitos.
A nova consulta ocorre em um contexto de crescente violência, com 4.557 assassinatos registrados no primeiro semestre de 2024, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Noboa, que já enfrentou críticas por sua abordagem militarizada à segurança pública, busca apoio popular para suas reformas em um cenário de insegurança crescente.
Outras questões na consulta incluem a possibilidade de trabalho por horas no setor turístico e o retorno dos cassinos em hotéis de luxo, uma prática proibida desde o governo de Rafael Correa. A aprovação da consulta dependerá da validação pela Corte Constitucional, que já suspendeu temporariamente artigos de leis enviadas por Noboa, indicando um embate contínuo entre o Executivo e o Judiciário.
Entre na conversa da comunidade