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Roteiristas revelam segredos do processo criativo em ‘Ainda Estou Aqui’

Roteiristas destacam a conexão emocional de Walter Salles com a história da família Paiva e a importância da fidelidade na adaptação cinematográfica

Heitor Lorega e Murilo Hauser no Flip (Foto: Libário Nogueira/VEJA)
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  • Os roteiristas Heitor Lorega e Murilo Hauser discutiram a adaptação do filme “Ainda Estou Aqui” na Flip, Feira Literária Internacional de Paraty, em dois de setembro.
  • O filme é baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, que narra a história de sua família durante a ditadura militar no Brasil.
  • Lorega destacou a influência do diretor Walter Salles, que trouxe uma perspectiva pessoal ao roteiro, compartilhando memórias da família Paiva.
  • Hauser enfatizou a importância da fidelidade à narrativa real, organizando a história de forma cronológica para criar empatia entre o público e os personagens.
  • O filme busca provocar reflexões sobre o passado e suas repercussões no presente, honrando a memória da família Paiva e a história do Brasil.

Os roteiristas Heitor Lorega e Murilo Hauser discutiram o processo de adaptação do filme “Ainda Estou Aqui” durante a Flip, Feira Literária Internacional de Paraty, no dia 2 de setembro. A obra é baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, que retrata a história de sua família durante a ditadura militar no Brasil.

A influência do diretor Walter Salles foi um dos pontos destacados pelos roteiristas. Lorega mencionou que Salles trouxe uma perspectiva pessoal ao roteiro, compartilhando memórias da família Paiva durante os anos 70. “Ele tinha uma memória tão bonita do que era essa família”, afirmou Lorega, ressaltando a conexão emocional que o diretor estabeleceu com a narrativa.

Murilo Hauser explicou que o primeiro passo na adaptação é organizar a história de forma cronológica. Ele enfatizou a importância da fidelidade à narrativa real, permitindo que o público compreenda os eventos e sinta as emoções dos personagens. “Estamos construindo uma ligação de empatia entre o que acontece na cabeça dos personagens e nas pessoas da plateia”, disse Hauser.

O filme, que promete trazer à tona as experiências de Eunice e Rubens, pais de Marcelo, busca não apenas contar uma história, mas também provocar reflexões sobre o passado e suas repercussões no presente. A adaptação é um desafio que os roteiristas encaram com seriedade, visando honrar a memória da família Paiva e a história do Brasil.

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