- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com o líder ucraniano, Volodimir Zelensky, sobre novas sanções à Rússia.
- O diálogo ocorreu antes do ultimato dado por Trump a Vladimir Putin, que deve aceitar uma trégua até 8 de agosto.
- Zelensky considerou a conversa produtiva, mas não divulgou detalhes.
- O enviado americano, Steve Witkoff, se reunirá com Putin em Moscou, mas não há expectativas de acordo.
- Os Estados Unidos estão focando em países que compram petróleo russo, como China, Índia e Brasil, e Trump já impôs tarifas de 25% sobre importações indianas.
Donald Trump e Volodimir Zelensky discutem novas sanções à Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta terça-feira (5) com o líder ucraniano, Volodimir Zelensky, sobre a imposição de novas sanções à Rússia. O diálogo ocorreu a poucos dias do término do ultimato dado por Trump a Vladimir Putin, que deve aceitar uma trégua até 8 de agosto ou enfrentar severas punições econômicas.
Zelensky descreveu a conversa como produtiva, embora não tenha revelado detalhes. A mudança na postura de Trump, que anteriormente adotava uma visão mais favorável a Moscou, é notável. O telefonema antecede a visita do enviado americano, Steve Witkoff, a Moscou, onde se reunirá com Putin, mas as expectativas de um acordo são baixas.
Sanções direcionadas a aliados da Rússia
Os Estados Unidos estão focando em países que ainda compram petróleo russo, como China, Índia e Brasil. Trump já impôs tarifas de 25% sobre importações indianas, alegando que essas nações “financiam a guerra” de Putin. O presidente americano acredita que a redução nos preços da energia pode pressionar a economia russa, levando Putin a reconsiderar suas ações.
A situação é crítica para o Brasil, que depende de 60% do diesel consumido do petróleo russo. Além disso, 25% a 30% dos fertilizantes utilizados no país vêm da Rússia, o que pode complicar ainda mais a situação agrícola brasileira.
Apoio militar internacional à Ucrânia
Zelensky também celebrou o anúncio da OTAN sobre a compra de US$ 1 bilhão em armamentos americanos para doação à Ucrânia. O apoio militar internacional é visto como crucial para fortalecer a resistência ucraniana diante da ofensiva russa, que continua a causar destruição e perdas de vidas.
As tensões permanecem altas, com a Rússia intensificando seus ataques, incluindo bombardeios em Zaporizhzhia que resultaram em mortes e feridos. A guerra, que começou em fevereiro de 2022, continua a impactar profundamente a região e as relações internacionais.
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