- O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que pode se candidatar à presidência em 2026.
- Ele condiciona sua candidatura ao apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e à anulação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro, temendo ser preso no Brasil devido a investigações em curso.
- Ele está sendo investigado pela Polícia Federal por ataques à soberania brasileira e teve suas contas bloqueadas.
- A situação jurídica de Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, pode afetar as aspirações políticas de Eduardo.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou, em entrevista ao jornal O Globo, que pode se candidatar à Presidência da República em 2026. Para isso, ele condiciona sua candidatura ao apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e à anulação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Eduardo afirmou que precisa “resgatar a normalidade democrática” no Brasil e isolar Moraes, além de buscar uma anistia para os perseguidos pelo ministro.
Desde fevereiro, Eduardo vive nos Estados Unidos, temendo ser preso no Brasil devido a investigações em curso. Ele está sendo investigado pela Polícia Federal por ataques à soberania brasileira e teve suas contas bloqueadas. O deputado expressou que, se retornar ao Brasil, provavelmente será preso. “Preciso tirar Alexandre de Moraes dessa equação”, disse ele, enfatizando que suas opções são de “100% de vitória ou 100% de derrota”.
Cenário Político
A situação jurídica de Jair Bolsonaro, que está inelegível e sob ordem de prisão domiciliar, pode impactar as aspirações políticas de Eduardo. Com o julgamento da trama golpista se aproximando, aliados do ex-presidente, incluindo Eduardo, tentam se posicionar como herdeiros políticos. O deputado, ao ser questionado sobre concorrentes na extrema-direita, evitou críticas diretas a Nikolas Ferreira (PL-MG) e minimizou a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando que não acredita na estratégia de diálogo do governador.
A permanência de Eduardo nos EUA levanta questões sobre sua atuação na Câmara dos Deputados, que deve decidir em breve se permitirá sua participação remota ou se encerrará seu mandato. Eduardo garantiu que não renunciará e que qualquer medida que possa resultar na perda de seu cargo virá do Brasil, do STF ou do Congresso.
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