- O parlamento de El Salvador aprovou a reeleição indefinida, permitindo que o presidente Nayib Bukele busque um terceiro mandato.
- A decisão foi tomada em meio a críticas sobre a erosão da democracia no país.
- A administração Trump apoiou a mudança, desconsiderando alertas sobre o autoritarismo crescente.
- Bukele utilizou sua maioria legislativa para alterar a constituição, aumentando o mandato presidencial de cinco para seis anos e eliminando o segundo turno nas eleições.
- Organizações de direitos humanos expressaram preocupação, afirmando que a trajetória de Bukele pode levar a uma ditadura.
O parlamento de El Salvador aprovou a reeleição indefinida, permitindo que o presidente Nayib Bukele busque um terceiro mandato. A decisão, que ocorre em meio a críticas sobre a erosão da democracia no país, foi apoiada pela administração Trump, que ignorou os alertas sobre o crescente autoritarismo.
Bukele, que já havia sido criticado por sua concentração de poder, utilizou sua maioria legislativa para alterar a constituição. As mudanças incluem a extensão do mandato presidencial de cinco para seis anos e a eliminação do segundo turno nas eleições. Para muitos, essa reforma representa um passo em direção a um regime autoritário, semelhante ao que ocorreu na Venezuela.
Organizações de direitos humanos expressaram preocupação com a situação. Juanita Goebertus, da Human Rights Watch, alertou que a trajetória de Bukele pode levar a uma ditadura. O vice-diretor da organização, Juan Pappier, destacou que a Corte Interamericana de Direitos Humanos já havia advertido sobre os riscos da reeleição indefinida, enfatizando que a erosão gradual das salvaguardas democráticas é uma ameaça real.
A administração Trump, que se tornou aliada de Bukele após o oferecimento de uma mega-prisão para deportados dos EUA, defendeu a decisão do parlamento. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a Assembleia Legislativa foi eleita democraticamente e que cabe a ela decidir como o país deve ser governado. Essa postura contrasta com a administração Biden, que havia imposto sanções a oficiais do governo salvadorenho por suas ações autoritárias.
Com o apoio dos EUA, Bukele parece ter um caminho livre para implementar suas reformas, sem temer represálias internacionais. A situação em El Salvador continua a ser monitorada de perto, à medida que o país enfrenta um aumento na repressão a jornalistas e defensores dos direitos humanos.
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