- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o plano de contingência contra a tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras será enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 6 de agosto.
- A decisão sobre o anúncio do plano ficará a cargo do presidente. O pacote de medidas poderá ser editado como uma medida provisória.
- Haddad informou que um relatório do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) será enviado, apresentando informações sobre as empresas afetadas.
- O ministro também terá uma reunião remota em 13 de agosto com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para discutir a situação.
- A reunião será focada em questões econômicas, sem relação com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e busca mitigar os impactos da tarifa.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o plano de contingência para enfrentar a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras será enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 6 de agosto. A decisão sobre o anúncio do plano caberá ao presidente. Haddad informou que o pacote de medidas poderá ser editado como uma medida provisória.
Durante uma coletiva na sede do ministério, o ministro detalhou que um relatório do MDIC será enviado, apresentando informações sobre as empresas afetadas. No entanto, ele destacou que a decisão não depende desse documento, pois o ato é mais genérico. A regulamentação e a aplicação da lei exigirão uma análise mais específica, empresa por empresa.
Reunião com o Tesouro dos EUA
Haddad também revelou que terá uma reunião remota no dia 13 de agosto com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, uma semana após a implementação da sobretaxa. O ministro afirmou que o encontro virtual poderá abrir portas para negociações presenciais, dependendo da qualidade da conversa. Ele enfatizou que a reunião será focada exclusivamente em questões econômicas, sem relação com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, mencionado por Donald Trump como uma das justificativas para a tarifa.
O ministro concluiu que a questão política deve ser tratada separadamente, ressaltando a independência do Poder Judiciário. A expectativa é que as discussões ajudem a mitigar os impactos da tarifa sobre as exportações brasileiras e promovam um entendimento entre os dois países.
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