- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se reunirá com os líderes da Índia, Narendra Modi, e da China, Xi Jinping, para discutir o aumento das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, imposto pelos Estados Unidos.
- As tarifas foram implementadas como retaliação à compra de petróleo russo por esses países.
- Lula não pretende retaliar com tarifas recíprocas e busca uma abordagem conciliatória.
- O Brasil já solicitou consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e está elaborando um plano de apoio para as empresas afetadas.
- O governo brasileiro também planeja explorar parcerias comerciais com outros países, especialmente na Ásia, para minimizar os impactos das tarifas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que se reunirá com os líderes da Índia, Narendra Modi, e da China, Xi Jinping, para discutir uma resposta conjunta ao aumento das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, imposto pelo governo dos Estados Unidos. A medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira, 6, é uma retaliação à compra de petróleo russo por esses países, segundo o presidente americano, Donald Trump.
Lula destacou a importância de entender as implicações da situação para cada membro do Brics, que inclui também a Rússia e outras economias emergentes. “Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está dentro da situação”, afirmou o presidente. Ele também deixou claro que não pretende retaliar com tarifas recíprocas, buscando uma abordagem mais conciliatória.
O governo brasileiro já solicitou consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas e está preparando um plano de socorro para as empresas afetadas. “Nós vamos fazer o que for necessário, a única certeza que eu tenho é que eu acredito que a gente vai encontrar uma solução”, disse Lula. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estão à frente das negociações com os EUA.
Além disso, o Brasil planeja explorar parcerias comerciais com outros países, especialmente na Ásia, para mitigar os impactos das tarifas. O governo também busca alternativas para manter empregos e apoiar exportadores, enquanto mantém a responsabilidade fiscal. “Estou fazendo tudo isso quando poderia anunciar uma taxação contra os EUA, e não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento que ele”, concluiu Lula.
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