- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que precisa estar 100% de saúde para concorrer à reeleição em 2026.
- A declaração ocorreu durante o Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT), após pesquisa do DataFolha mostrar que sua popularidade não melhorou.
- Quarenta por cento da população avalia seu governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas vinte e nove por cento o consideram ótimo ou bom.
- Lula comparou sua situação à do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que desistiu de sua candidatura por questões de saúde.
- A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu Lula como a única alternativa viável para vencer a direita em 2026, em meio a desafios políticos e distanciamento do Centrão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que precisa estar 100% de saúde para concorrer à reeleição em 2026. A declaração foi feita durante o Congresso do PT, após uma pesquisa do DataFolha indicar que sua popularidade não melhorou. Embora os laudos médicos confirmem que Lula está em plenas condições de ser candidato, a pesquisa revelou que 40% da população avalia seu governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas 29% o consideram ótimo ou bom.
Essa condição de saúde não é nova nas falas de Lula, mas sua ênfase atual reflete preocupações no Palácio do Planalto. O presidente comparou sua situação à de Joe Biden, que recuou de sua candidatura por questões de saúde. Lula destacou que, apesar de se sentir bem, é importante ser honesto consigo mesmo e com a sociedade. Ele declarou: “Me candidatar e acontecer o que aconteceu com Biden, jamais.”
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu que Lula é a única alternativa viável para vencer a direita em 2026. Contudo, a trajetória política do petista é marcada por desafios, incluindo derrotas em três eleições presidenciais antes de sua vitória em 2002. A reeleição em 2026 é vista como um desafio, especialmente com o Centrão se distanciando do governo.
Os partidos que compõem o Centrão, como o União Brasil e o PSD, já sinalizaram a busca por candidatos próprios, aumentando a pressão sobre Lula. O União Brasil, por exemplo, tem Ronaldo Caiado como presidenciável, enquanto o PSD já manifestou apoio a Tarcísio de Freitas. O MDB, que anteriormente considerou candidatos a vice de Lula, mantém uma postura cautelosa, apoiando o presidente no Nordeste, mas se afastando em outras regiões.
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