- A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a Operação Rede Obscura, fechando dois provedores de internet clandestinos na Zona Norte.
- A ação foi motivada por denúncias de moradores e empresas legais que enfrentam dificuldades em áreas dominadas por facções criminosas.
- Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, resultando na detenção de dois suspeitos e na apreensão de armas e equipamentos eletrônicos.
- A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) agora exige autorização formal de todos os provedores, visando combater a ilegalidade no setor.
- A operação também busca melhorar a qualidade dos serviços essenciais, que têm sido prejudicados pela atuação de provedores ilegais.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Rede Obscura, resultando no fechamento de dois provedores de internet clandestinos, associados a facções criminosas. A ação ocorreu na Zona Norte, após denúncias de moradores e empresas legais que enfrentam dificuldades para operar em áreas dominadas por quadrilhas armadas.
Durante a operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, resultando na detenção de dois suspeitos e na apreensão de um fuzil, duas pistolas e equipamentos eletrônicos. Cerca de 80% das empresas de internet que atuam em comunidades cariocas estão ligadas ao crime organizado, impactando usuários e empresas que buscam operar legalmente.
Um dos provedores fechados, a Flaquinet Serviços Ltda, localizada no Morro do Quitungo, é vinculada ao Comando Vermelho. O responsável, Rogério Nascimento, com antecedentes por tráfico e furto de energia, admitiu repasses financeiros a líderes da facção. O outro provedor, a RDO Telecomunicações, atuava em Cordovil e é ligado ao Terceiro Comando Puro. Seu proprietário, Renato de Oliveira, já havia sido preso por receptação de cabos de operadoras regulares.
Medidas de Combate
A operação é parte de uma parceria entre a Secretaria de Segurança e a Anatel, que visa suspender provedores ilegais. A Anatel cancelou a norma que dispensava pequenos provedores de autorização, exigindo que todos solicitem formalmente até 25 de outubro. Essa mudança é crucial para combater a exploração de serviços clandestinos.
Além da internet, o problema de furtos de energia, conhecidos como “gatos”, também é significativo. Um relatório da Aneel estimou perdas de R$ 10,3 bilhões no setor de distribuição devido a fraudes e erros operacionais no último ano. A ação da polícia visa não apenas desmantelar redes criminosas, mas também melhorar a qualidade dos serviços essenciais, que têm sido afetados pela atuação de provedores ilegais.
O delegado Pedro Brasil, titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, destacou que o serviço prestado por essas empresas era de baixa qualidade, prejudicando hospitais e escolas que dependem de uma conexão estável. A operação também contou com o apoio de diversas unidades policiais, demonstrando um esforço conjunto para enfrentar a criminalidade no setor.
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