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Justiça determina afastamento de vice-prefeita por uso irregular de verba pública

Vice-prefeita de Ribeira é afastada após denúncia de uso indevido de R$ 41,2 mil em cerimônia com mãe de santo e coordenador de saúde

Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira (SP), está afastada do cargo (Foto: Reprodução/Redes sociais)
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  • A vice-prefeita e secretária de Saúde de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, foi afastada liminarmente em 23 de outubro.
  • O afastamento ocorreu após denúncia do Ministério Público sobre o uso de R$ 41,2 mil de recursos públicos para um “casamento espiritual”.
  • Juliana teria contratado uma mãe de santo, conhecida como Mentora Samantha, para realizar uma “amarração” envolvendo o coordenador municipal de saúde.
  • Além dela, o coordenador e o proprietário da empresa contratada também foram afastados e enfrentam acusações de associação criminosa e peculato.
  • Todos os envolvidos estão proibidos de acessar a prefeitura e de se comunicar com testemunhas do caso.

A vice-prefeita e secretária de Saúde de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, foi afastada liminarmente de seus cargos na segunda-feira, 23 de outubro, após uma denúncia do Ministério Público. A acusação envolve o uso de R$ 41,2 mil de recursos públicos para financiar um “casamento espiritual” com o coordenador municipal de saúde, que também foi afastado.

De acordo com a Promotoria, Juliana, de 42 anos e filiada ao MDB, teria contratado uma mãe de santo, conhecida como Mentora Samantha, por meio de uma empresa que presta serviços à prefeitura. O objetivo seria realizar uma “amarração” para separar o coordenador de sua atual esposa, conforme a denúncia. Além de Juliana e do coordenador, outros envolvidos incluem o proprietário da empresa contratada e a própria prefeitura.

Denúncias e Consequências

As acusações não se limitam ao uso indevido de verbas públicas. No âmbito criminal, os denunciados enfrentam suspeitas de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e peculato. Todos os envolvidos estão proibidos de acessar as dependências da prefeitura e de se comunicar com testemunhas do caso.

A situação gerou repercussão na cidade, onde Juliana já era uma figura conhecida por sua atuação na administração municipal e sua proximidade com o coordenador de saúde. A Folha de S.Paulo não conseguiu localizar as defesas dos acusados até o fechamento desta matéria. As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer à medida que mais informações forem apuradas.

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