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Ultraortodoxos protestam em Israel contra prisão de estudantes religiosos

A Suprema Corte de Israel gera crise política ao revogar isenção militar para judeus ultraortodoxos, intensificando protestos e tensões sociais

Manifestantes judeus ultraortodoxos protestam contra o alistamento militar em Israel, em Jerusalém (Foto: Menahem Kahana - 7.ago.25/AFP)
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  • A Suprema Corte de Israel declarou inconstitucional a isenção do serviço militar para judeus ultraortodoxos, prática vigente desde 1948.
  • A decisão resultou no envio de ordens de convocação para milhares de homens dessa comunidade, gerando protestos em Jerusalém.
  • Dois irmãos ultraortodoxos foram presos por desobedecer ordens de alistamento, levando a manifestações em massa.
  • A polícia utilizou canhões de água para dispersar os manifestantes, que se opõem à convocação militar.
  • A situação é delicada para o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que depende do apoio de partidos ultraortodoxos para manter sua maioria no Parlamento.

A Suprema Corte de Israel declarou inconstitucional a isenção do serviço militar para judeus ultraortodoxos, uma prática que perdurou desde a fundação do país em 1948. A decisão resultou no envio de ordens de convocação para milhares de homens dessa comunidade, gerando protestos em Jerusalém.

Na última semana, dois irmãos ultraortodoxos foram presos por desobedecerem ordens de alistamento, provocando manifestações em massa. A polícia utilizou canhões de água para dispersar os manifestantes, que se opõem à convocação militar. O rabino Dov Landau, líder espiritual da comunidade, declarou que as autoridades enfrentarão um judaísmo ultraortodoxo global unido em sua luta.

Historicamente, a isenção foi criada para preservar o estudo religioso após o Holocausto. Contudo, com o crescimento da população ultraortodoxa, o número de isentos aumentou significativamente. Antes da decisão da Suprema Corte, cerca de 66 mil homens em idade de alistamento recebiam anualmente essa isenção.

A situação se complica para o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que depende do apoio de partidos ultraortodoxos para manter sua maioria no Parlamento. A incapacidade de aprovar uma nova legislação que garanta a isenção a estudantes de seminários religiosos levou esses partidos a retirar seus ministros do governo e a suspender apoio em votações.

Com a guerra em Gaza em andamento e a maior mobilização militar desde 1973, o tratamento diferenciado dos ultraortodoxos se torna ainda mais controverso. A tensão entre a comunidade ultraortodoxa e o governo israelense continua a crescer, refletindo um cenário político instável.

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