- O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou novamente o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar.
- A convocação ocorreu em resposta a críticas da embaixada sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- A embaixada americana afirmou que Moraes é o “principal arquiteto da censura” e que suas ações resultam em violações de direitos humanos.
- Essa é a quarta vez que Escobar é chamado ao Itamaraty desde o agravamento das relações entre os dois países.
- O governo brasileiro considera as declarações da embaixada como ingerências nos assuntos internos do país.
BRASÍLIA – O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou novamente o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, em resposta a críticas recentes direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A embaixada americana afirmou que Moraes é o “principal arquiteto da censura” e que suas ações resultam em violações de direitos humanos.
Na quinta-feira, 7 de setembro, a embaixada publicou uma mensagem em suas redes sociais, destacando que o Brasil enfrenta censura e perseguição política. A declaração foi uma reação às decisões de Moraes, que incluem a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo dos EUA já havia imposto sanções a Moraes por meio da Lei Magnitsky, restringindo seu acesso ao país e a bens.
Tensão Diplomática
A convocação de Escobar marca a quarta vez que ele é chamado ao Itamaraty desde o agravamento das relações entre Brasil e EUA. O governo brasileiro considera as declarações da embaixada como ingerências nos assuntos internos do país. O Itamaraty já expressou seu descontentamento com o tom das mensagens, que são vistas como ameaças a autoridades públicas.
Além de Moraes, outras sanções foram aplicadas a sete ministros do STF, com a embaixada americana monitorando de perto as ações do Judiciário brasileiro. O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com Escobar para discutir as tarifas comerciais impostas pelos EUA, enfatizando a importância do diálogo nas negociações.
Repercussões
As tensões entre os dois países refletem um clima de descontentamento crescente, especialmente após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro rechaça a ideia de que o processo contra Bolsonaro possa ser utilizado como moeda de troca em negociações comerciais. As manifestações da embaixada americana são vistas como uma tentativa de influenciar a política interna do Brasil, o que contraria as convenções diplomáticas.
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