- Oito pessoas foram mortas em um ataque a tiros em Santa Lucía, Equador, na madrugada de 10 de agosto.
- O ataque ocorreu em frente a uma boate, onde homens armados dispararam contra um grupo que se reunia.
- Entre as vítimas está Jorge Urquizo, irmão do prefeito local, Ubaldo Urquizo.
- A polícia encontrou cerca de oitenta cápsulas de balas no local e prendeu um suspeito, mas as motivações do crime ainda são desconhecidas.
- O aumento da violência no país levou o presidente Daniel Noboa a renovar um estado de exceção na província de Guayas.
Oito pessoas foram mortas em um ataque a tiros em Santa Lucía, no Equador, na madrugada deste domingo, 10 de agosto. O incidente ocorreu em frente a uma boate, onde homens armados dispararam contra um grupo que se reunia para beber. Entre os mortos está Jorge Urquizo, irmão do prefeito local, Ubaldo Urquizo.
Os atiradores chegaram em duas caminhonetes e abriram fogo por volta da 1h15. A polícia, acionada após relatos de disparos, encontrou sete corpos no local e uma oitava vítima faleceu durante o atendimento médico em um hospital. Além disso, duas pessoas ficaram feridas. O coronel Javier Chango informou que foram encontradas cerca de 80 cápsulas de balas de nove milímetros e de fuzis automáticos na cena do crime.
Após o ataque, os criminosos conseguiram fugir por uma rota desconhecida. A polícia prendeu um homem armado com um revólver que estava em uma caminhonete, mas ainda não se sabe se ele participou do massacre. As motivações para o ataque permanecem desconhecidas.
Contexto de Violência
O aumento da violência no Equador, especialmente na província de Guayas, levou o presidente Daniel Noboa a renovar um estado de exceção por dois meses. O país enfrenta uma escalada de homicídios, com 4.051 casos registrados entre janeiro e maio deste ano, tornando 2024 o ano mais violento da história recente.
A situação é agravada por conflitos entre gangues ligadas ao tráfico de drogas, que têm gerado comparações com a Colômbia dos anos 1980. A prefeitura de Santa Lucía decretou luto e expressou solidariedade às vítimas, afirmando que a comunidade se une em oração por esse ato violento.
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