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Petismo enfrenta desafios na defesa da liberdade de expressão no Brasil

Desativação de perfis de Jones Manoel provoca debate sobre liberdade de expressão e censura nas redes sociais após reativação rápida

Ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) no Palácio do Planalto (Foto: Pedro Ladeira - 22.jul.25/Folhapress)
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  • Os perfis de Jones Manoel foram desativados no Instagram e Facebook em seis de setembro.
  • A Meta, controladora das plataformas, alegou que as contas não seguiam os padrões da comunidade, mas não forneceu detalhes.
  • Após críticas e acusações de censura ideológica, as contas foram reativadas dois dias depois.
  • Jones Manoel, conhecido por suas posições comunistas, afirmou que a desativação foi uma forma de perseguição.
  • A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou o poder das plataformas em decidir sobre a liberdade de expressão.

Os perfis de Jones Manoel, influenciador conhecido por suas posições comunistas, foram desativados nas redes sociais Instagram e Facebook na quarta-feira, 6 de setembro. A Meta, empresa controladora das plataformas, alegou que as contas não seguiam os padrões da comunidade, mas não detalhou os motivos. Após uma onda de críticas, as contas foram reativadas dois dias depois.

A situação gerou acusações de censura ideológica. Jones Manoel, que frequentemente critica figuras como Donald Trump e as grandes empresas de tecnologia, afirmou que sua desativação foi uma forma de perseguição. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se manifestou, criticando o poder das plataformas em decidir quem pode ou não se expressar. Ela destacou que, enquanto as redes sociais têm essa autoridade, qualquer proposta de regulamentação é rotulada como censura.

Contexto Legal

A discussão sobre liberdade de expressão nas redes sociais foi intensificada por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliaram o poder das plataformas. A corte declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que protegia os usuários de censura. Essa mudança permite que as plataformas removam conteúdos sem uma ordem judicial, o que gera preocupações sobre a liberdade de expressão.

A desativação de perfis, especialmente de figuras políticas, não é um fenômeno isolado. Nos últimos anos, diversos perfis de direita também foram banidos, gerando um debate acirrado sobre o que constitui censura. A expressão “ataques à democracia” foi citada como um dos critérios vagos que podem levar à remoção de conteúdos.

Implicações Futuras

A situação de Jones Manoel levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão e o papel das plataformas digitais na moderação de conteúdo. A reação da sociedade civil e de figuras políticas pode influenciar futuras decisões sobre a regulamentação das redes sociais e a proteção dos usuários. O debate sobre a linha entre liberdade de expressão e censura continua a ser um tema central na atualidade.

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