- O juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi homenageado por colegas após sanções impostas pelos Estados Unidos.
- As sanções foram justificadas como resposta à suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Moraes reafirmou que o Brasil disse “basta ao golpismo” desde a promulgação da Constituição de mil novecentos e oitenta e oito.
- O governo brasileiro contestou tarifas de cinquenta por cento sobre importações, considerando a medida unilateral e injusta, e iniciou um processo na Organização Mundial do Comércio.
- Moraes destacou a importância da autonomia do Judiciário e alertou sobre o crescimento de um “novo tipo de populismo extremista” que ameaça a democracia global.
O juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi homenageado por seus colegas nesta segunda-feira, após a imposição de sanções pelos Estados Unidos. As sanções foram justificadas por Washington como uma resposta à suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso, Moraes reafirmou que o Brasil disse “basta ao golpismo” desde a promulgação da Constituição de 1988, que encerrou um período de ditadura militar.
As tensões entre Brasil e EUA aumentaram com a imposição de tarifas de 50% sobre importações brasileiras, uma medida que o governo brasileiro considera unilateral e injusta. O governo brasileiro já iniciou um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar essas tarifas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a anulação de uma reunião agendada com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que poderia ter discutido a questão tarifária.
Moraes, que preside o julgamento de Bolsonaro e de militares envolvidos em uma suposta conspiração golpista, destacou a importância da autonomia do Judiciário. Ele afirmou que “a justiça é cega, mas não é tonta”, enfatizando que todos devem ser tratados igualmente perante a lei, independentemente de seu poder político ou econômico. O juiz também alertou sobre o crescimento de um “novo tipo de populismo extremista” que ameaça a democracia global, um fenômeno que, segundo ele, não se via desde a Segunda Guerra Mundial.
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