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Filho de Barroso opta por não retornar aos EUA devido a sanções de Trump

Filho de Barroso evita retornar aos EUA por temor de sanções, enquanto ministros do STF enfrentam incertezas com medidas do governo Trump

Presidente do STF, o ministro Luís Roberto Barroso é um dos mais afetados no tribunal pelas sanções dos Estados Unidos (Foto: Pedro Ladeira - 26.mai.25/Folhapress)
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  • Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos após sanções do governo de Donald Trump.
  • As sanções, anunciadas em 19 de julho, incluem a revogação de vistos de ministros do STF e seus familiares.
  • Bernardo estava de férias na Europa e, por recomendação do pai, optou por permanecer no Brasil como precaução.
  • As sanções estão ligadas a investigações no STF sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados por suposta participação em uma trama golpista em 2022.
  • O governo dos EUA também aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, visando isolar o ministro do sistema financeiro americano.

Filho de Barroso permanece no Brasil após sanções dos EUA

Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos após as sanções impostas pelo governo de Donald Trump. As medidas, anunciadas em 19 de julho, incluem a revogação de vistos de ministros do STF e seus familiares, afetando diretamente a família Barroso.

Bernardo, que é diretor associado do BTG Pactual em Miami, estava de férias na Europa quando as sanções foram divulgadas. Por recomendação de seu pai, ele optou por permanecer no Brasil como uma medida de precaução, temendo que pudesse ser barrado ao tentar voltar aos EUA. Apesar de não terem recebido notificações oficiais sobre a revogação dos vistos, a situação gerou preocupação na família.

A ofensiva do governo Trump contra o Brasil está ligada ao processo no STF que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados por suposta participação em uma trama golpista em 2022. As sanções afetaram diretamente Barroso, que é um dos ministros mais visados, enquanto Luiz Fux, André Mendonça e Kássio Nunes Marques foram os únicos a não serem incluídos nas restrições.

Sanções e repercussões

Além da revogação de vistos, o governo dos EUA aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, visando isolar o ministro do sistema financeiro americano. Essa lei é controversa, pois Moraes não enfrenta acusações de corrupção, e suas decisões são respaldadas pelo STF em um regime democrático. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as sanções visam responsabilizar estrangeiros por violações à liberdade de expressão.

A situação gerou um clima de incerteza entre os ministros do STF, que temem que as sanções financeiras possam ser ampliadas para outros integrantes da Corte e seus familiares. A relação da família Barroso com os EUA é próxima, com o ministro tendo atuado como colaborador acadêmico em instituições renomadas, como a Harvard Kennedy School.

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