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França planeja reduzir feriados e cortar 3.000 postos no setor público

Sindicatos planejam mobilizações contra o ajuste orçamentário de 44 bilhões de euros proposto pelo primeiro-ministro François Bayrou

O primeiro-ministro francês, François Bayrou, sai após a reunião semanal do Conselho de Ministros no Palácio do Elíseo, em Paris, no dia 16 de julho. (Foto: Abdul Saboor/REUTERS)
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  • O primeiro-ministro da França, François Bayrou, enfrenta resistência a um ajuste orçamentário de 44 bilhões de euros.
  • O plano inclui a supressão de dois feriados e cortes de 3.000 empregos públicos.
  • Os sindicatos prometem mobilizações contra as medidas, que consideram um ataque aos direitos trabalhistas.
  • A apresentação do orçamento está prevista para outubro, e a oposição pode votar uma moção de censura.
  • Bayrou pode usar o artigo 49.3 da Constituição para aprovar o orçamento, já que seu governo não possui maioria no Parlamento.

O primeiro-ministro da França, François Bayrou, enfrenta um desafio significativo em seu governo, que começou em dezembro após a censura de seu antecessor, Michel Barnier. Bayrou propôs um ajuste orçamentário de 44 bilhões de euros para 2026, que inclui medidas impopulares, como a supressão de dois feriados e cortes de 3.000 empregos públicos. A apresentação do orçamento está prevista para outubro, e a oposição já sinalizou que pode votar uma moção de censura caso o plano siga adiante.

Os sindicatos, que prometem mobilizações, consideram as medidas uma afronta aos direitos trabalhistas. O primeiro-ministro enviou uma carta a sindicatos e patronais, detalhando a proposta de eliminar o Lunes de Páscoa e o 8 de maio, feriados que têm grande significado cultural e histórico. Bayrou argumenta que a supressão desses dias é necessária para reduzir a dívida pública, que atualmente atinge 3,3 trilhões de euros, e um déficit de 5,4% do PIB, muito acima do limite de 3% exigido pela União Europeia até 2029.

Mobilizações e Resistência

Os sindicatos já manifestaram que não aceitarão retrocessos em direitos conquistados ao longo de 70 anos de luta social. Em um comunicado, afirmaram que se reunirão em setembro para planejar ações contra o que consideram um “ato de brutalidade” do governo. A oposição, incluindo partidos de esquerda e de extrema direita, também se uniu contra as propostas de Bayrou, que já enfrentou oito moções de censura desde que assumiu o cargo.

Bayrou, que já utilizou o artigo 49.3 da Constituição para aprovar reformas impopulares, como a das aposentadorias, pode recorrer a essa medida novamente para garantir a aprovação do orçamento. A situação é delicada, pois o governo não possui maioria no Parlamento, e a resistência a essas medidas pode resultar em novas manifestações nas ruas da França.

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