- Um juiz federal de Manhattan negou o pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para divulgar registros do grande júri que indiciaram Ghislaine Maxwell por tráfico sexual.
- O juiz Paul Engelmayer afirmou que os documentos não trariam informações novas ou significativas sobre os crimes atribuídos a Maxwell e a Jeffrey Epstein.
- Engelmayer considerou a alegação do governo de que os registros poderiam revelar novos detalhes como “comprovadamente falsa”.
- A defesa de Maxwell busca a anulação de sua condenação, alegando que um acordo de 2007 entre Epstein e promotores federais deveria protegê-la de acusações.
- O caso de Epstein e Maxwell continua a gerar controvérsias e teorias da conspiração, mantendo o interesse público e judicial.
Um juiz federal de Manhattan negou, nesta segunda-feira (11), o pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para tornar públicos os registros do grande júri que indiciaram Ghislaine Maxwell por tráfico sexual. A decisão do juiz Paul Engelmayer foi fundamentada na avaliação de que os documentos não trariam informações novas ou significativas sobre os crimes atribuídos a Maxwell e a Jeffrey Epstein, que morreu em 2019.
Engelmayer destacou que a alegação do governo de que os registros poderiam revelar novos detalhes era “comprovadamente falsa”. Após revisar as transcrições dos depoimentos e outras evidências, o juiz concluiu que a análise dos materiais não apresentaria novidades relevantes. Maxwell, ex-procuradora de Epstein, cumpre uma pena de 20 anos após ser condenada em 2021.
A defesa de Maxwell busca a anulação de sua condenação, argumentando que um acordo firmado em 2007 entre Epstein e promotores federais na Flórida deveria protegê-la de acusações. Esse acordo, segundo os advogados, impediria a abertura do processo contra ela em Nova York.
Contexto do Caso
O caso de Epstein, que se declarou inocente antes de sua morte, continua a gerar controvérsias e teorias da conspiração, especialmente devido à sua rede de contatos influentes. O governo Trump enfrentou pressão para divulgar mais informações sobre a investigação, mas recuou de promessas anteriores, gerando indignação entre seus apoiadores. O escândalo envolvendo Epstein e Maxwell permanece como um tema de intenso interesse público e judicial.
A decisão do juiz Engelmayer sugere que o pedido do Departamento de Justiça pode ter sido mais uma estratégia de relações públicas do que uma busca por transparência. O juiz afirmou que a liberação dos materiais do grande júri não traria novas informações de relevância, mas poderia criar a ilusão de maior abertura por parte do governo.
Entre na conversa da comunidade