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Julgamento de Milton Ribeiro na Comissão de Ética do MEC será realizado este mês

Comissão de Ética da Presidência reanalisará censura ao ex-ministro Milton Ribeiro, marcada para 25 de agosto, após adiamentos anteriores

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro — Foto: Cristiano Mariz/ Agência O GLOBO
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  • A Comissão de Ética da Presidência irá decidir em 25 de agosto sobre o pedido de reconsideração da censura ética aplicada ao ex-ministro Milton Ribeiro.
  • A censura foi imposta em abril devido ao envolvimento de pastores no Ministério da Educação durante sua gestão, conhecido como “gabinete paralelo do MEC”.
  • O julgamento foi adiado anteriormente a pedido da defesa, que alegou compromissos do advogado.
  • Em outubro do ano passado, a Comissão havia anulado uma sanção anterior, permitindo um novo julgamento.
  • A defesa de Ribeiro argumenta que a censura é uma “mancha” em seu currículo e busca reverter a decisão.

A Comissão de Ética da Presidência deve decidir em 25 de agosto sobre o pedido de reconsideração da censura ética aplicada ao ex-ministro Milton Ribeiro. A censura, imposta em abril, está relacionada ao caso dos pastores que atuavam no Ministério da Educação durante sua gestão, conhecido como “gabinete paralelo do MEC”.

O processo foi adiado na última reunião do colegiado, em julho, a pedido da defesa de Ribeiro, que alegou compromissos do advogado Daniel Bialski. Em outubro do ano passado, a Comissão havia aplicado uma censura ética ao ex-ministro, mas posteriormente anulou a sanção, permitindo um novo julgamento após a defesa argumentar que não teve condições adequadas para apresentar sua argumentação.

Em abril, a censura foi restabelecida, com o relator Manoel Caetano apontando a suposta intermediação de interesses privados na gestão de recursos públicos. Apenas o conselheiro Georghio Tomelin discordou da decisão. A defesa de Ribeiro busca reverter essa punição, que é considerada uma “mancha” em seu currículo.

O “gabinete paralelo” envolvia a influência de dois pastores sem vínculo oficial com o ministério, que facilitavam o acesso de pessoas a Ribeiro e foram acusados de solicitar pagamentos em ouro para liberar recursos destinados a creches. A expectativa é que a Comissão de Ética analise o caso novamente em sua próxima reunião.

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